Revejo-me na posição assumida por Manuela Ferreira Leite, quando diz que a destruição da classe média é uma "ameaça tremenda à democracia". Ela sabe, como todos sabemos ou deveríamos saber, que sem uma classe esclarecida, capaz de enfrentar os ímpetos daqueles que apenas querem proteger os seus investimentos, é essencial ao bom funcionamento de uma sociedade, tão só porque é ela que alimenta o consumo e se esforça por manter uma posição social digna de interesse para a comunidade. É, por assim dizer, aquela que estabelece a "ponte" ou delimita a fronteira entre os que nada têm, e os que tudo fazem para assim os manterem.
Só não compreendo o motivo pelo qual, uma pessoa tão próxima de Cavaco Silva, não consegue fazer perceber ao presidente, que o caminho traçado por este governo não protege os interesses de um país completamente submisso ao jugo de uma fação da Europa que apenas nos olha como meros consumidores.
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