Mostrar mensagens com a etiqueta serviço nacional de saúde. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta serviço nacional de saúde. Mostrar todas as mensagens

20 de abril de 2011

Trancas à porta


Durante anos, grande parte das instituições do nosso país, viveu de braço dado com um Estado perdulário e pouco eficiente relativamente à fiscalização dos dinheiros que nos chegavam aos milhões da União Europeia para, supostamente, tornar este país mais competitivo e mais preparado para aguentar os embates infligidos pelas mais poderosos do mercado.
Pouco importava a quem o dinheiro era distribuído, da forma que o era e se realmente era devidamente investido. Foi uma altura em que, por exemplo, se pagava para plantar e, meses volvidos, se pagava para arrancar aquilo que meses antes se tinha plantado. Fomos até apelidados de "subsídiodependentes", pois nada sabíamos fazer sem que fosse a troco de algum montante. Essa falta de fiscalização, estendeu-se a outros sectores da sociedade, mais avisados relativamente ao laxismo da máquina do Estado, permitindo-lhes assim amealhar, ilicitamente, grandes fortunas, sempre à custa do pequeno contribuinte.
Agora que chegaram os senhores do FMI, e que é necessário "limpar" a porcaria acumulada durante as duas décadas em que os nossos governantes andaram, em roda livre, a servirem-se do dinheiro de todos, é que se lembraram da necessidade de começarem alargar a tal indispensável fiscalização, começando por tentar impedir, ou limitar, a fraude no Serviço Nacional de Saúde, aquele que alguns desejam ver acabado, talvez por terem consciência de que só assim poderão por fim a um dos maiores sorvedouros de dinheiro da nossa economia, não por culpa dos utentes, mas sim daqueles que o deviam acarinhar mas que não fazem porque a mão que lhes acena, tem muito mais para lhes dar.

30 de dezembro de 2010

Já pouco mais resta



O histórico dirigente socialista e criador do SNS em Portugal, mostrou-se indignado com a cada vez maior tendência para estender o pagamento a taxa moderadora, a todos os que ganham mais do que o ordenado minímo nacional, por forma a que, também eles, contribuam para a sustentação daquele serviço, tal qual foi idealizado.
É o soçobrar de um conceito que só vingou enquanto o Estado não fazia contas, e julgava que os portugueses  nunca se atreveríam a deixar de pagar os impostos que, entre outros, sustentavam um sistema de saúde tendencialmente gratuito ou então, mais ingenuamente, enquanto o Estado julgava que os representantes da nação, não olhavam primeiro pela saúde e bem-estar deles, do que pela saúde e bem-estar de quem supostamente governam.