Enquanto que por este país à beira-mar plantado se discutem as peripécias de um primeiro-ministro que não quer perder, por nada deste mundo, o lugar que tantas dores de cabeça lhe tem dado, no outro lado do mundo outras questões bem mais relevantes se levantam. Obama insiste em manter agendado o encontro com Dalai Lama, apesar das ameaças perpetradas pela China, com a simples justificação de que “O Dalai Lama é uma figura religiosa e cultural respeitada no mundo inteiro, e é nesta qualidade que o presidente se vai encontrar com ele”.
Concordo com a posição de Obama. Se há motivos que justifiquem um braço de ferro, o respeito pelos direitos humanos é um deles. Além disso, e como se não bastasse, impedir que a cultura de um povo seja constantemente violentada, deve continuar a ser uma das preocupações de quem tem o poder para impedir que a razão se sobreponha à força, nem que para isso seja necessário arriscar um birra diplomática, com naturais implicações para a economia dos intervenientes. Sim, porque hoje em dia, as guerras travam-se nos mercados de capitais e a simples quebra do acordado quanto às trocas comerciais pode deitar por terra o que foi construído em prol na tranquilidade e da boa vizinhança.

