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12 de fevereiro de 2010

E o mundo aqui tão perto


Enquanto que por este país à beira-mar plantado se discutem as peripécias de um primeiro-ministro que não quer perder, por nada deste mundo, o lugar que tantas dores de cabeça lhe tem dado, no outro lado do mundo outras questões bem mais relevantes se levantam. Obama insiste em manter agendado o encontro com Dalai Lama, apesar das ameaças perpetradas pela China, com a simples justificação de que “O Dalai Lama é uma figura religiosa e cultural respeitada no mundo inteiro, e é nesta qualidade que o presidente se vai encontrar com ele”.
Concordo com a posição de Obama. Se há motivos que justifiquem um braço de ferro, o respeito pelos direitos humanos é um deles. Além disso, e como se não bastasse, impedir que a cultura de um povo seja constantemente violentada, deve continuar a ser uma das preocupações de quem tem o poder para impedir que a razão se sobreponha à força, nem que para isso seja necessário arriscar um birra diplomática, com naturais implicações para a economia dos intervenientes. Sim, porque hoje em dia, as guerras travam-se nos mercados de capitais e a simples quebra do acordado quanto às trocas comerciais pode deitar por terra o que foi construído em prol na tranquilidade e da boa vizinhança.

19 de setembro de 2009

Descompressões


Imediatamente após a decisão de Obama em não continuar com a instalação de um escudo anti-mísseís junto às fronteiras da Rússia, Moscovo veio a público condenar a negação do holocausto feito por Mahmoud Ahmadinejad. Com estas duas atitudes, os mais poderosos adversários do mundo conseguem dar mais um passo no caminho de tornar o mundo menos ameaçador. Restará apenas que juntos consigam ultrapassar os problemas recorrentemente criados com a Coreia Norte e, quem sabe, a questão Colombiana, Venezuela, Cubana....