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17 de fevereiro de 2011

Imagens (cada vez mais) comuns


A última noite trouxe sobressalto a quem vive no centro e no norte do nosso país, especialmente para aqueles que vivem na zona costeira, mais vulneráveis que estão às alterações do mar, sobretudo quando ocorrem no inverno e se trazem consigo vagas que, pela sua dimensão, facilmente ultrapassam as barreiras criadas pelo homem.
Não há-de ser muito agradável estar a tentar descansar e não o poder fazer porque o mar ameaça galgar os paredões e invadir a casa onde famílias inteiras tentam viver com alguma segurança, temendo pelo pior, sempre que se aproxima uma tempestade. No fundo, é o mar a reclamar aquilo que durante anos lhe foi subtraído, muito à custa da pressão urbanística exercida por quem pretende lucrar com a venda de imóveis com vista para o mar, de preferência, a partir dele.

31 de julho de 2009

Desejos

Tal como as nuvens se deslocavam para poente, quem sabe atrás do sol, também eu desejaria ir no sentido delas, quanto mais não fosse para ouvir o vai e vem das ondas.