António Costa é um dos mais exímios negociadores que até hoje conheci e, perdoem-me os que assim não pensam, o melhor político que alguma vez poderíamos ter tido. É que com ele, assistimos a uma verdadeira manifestação de democracia, coisa que já não víamos há já algum tempo no parlamento.
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16 de março de 2016
Costa o malabarista
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28 de outubro de 2010
"Todas as flores do futuro estão contidas nas sementes de hoje" *
A China, como gigante que é, e na tentativa de prolongar a sua influência no mercado mundial, faz périplos pelos países mais endividados da Europa, a fim de lhes comprar as dívidas para assim lhes aliviar o peso, cada vez mais crescente e insustentável, dos compromissos que assumiram.
É bonita esta atitude da China para com as economias mais debilitadas da zona euro, tanto mais que assim, ficarão reféns unicamente de um credor que, de acordo com a capacidade de crescimento demonstrada, pode significar bastante investimento e uma lufada de ar fresco para essas errantes economias. Só não se sabe a que troco essa negociação será feita, mas estou em crer que tudo se fará com a maior das transparências, ou não fosse a China um parceiro com quem coabitámos durante cerca de 500 anos, apesar de ter sido aquela grande potência que contribuiu decisivamente para acabar com o colonialismo português em África.
I
*provérbio chinês 8 de outubro de 2010
Será assim tão difícil?
Apesar de ser um bonito número (1000 milhões) não pense o governo que resolverá o problema das finanças públicas com o corte nos vencimentos dos funcionários públicos. É necessário ir muito mais além nas medidas de contenção das despesas. É necessário, por exemplo, cortar naquelas despesas que sustentam as máquinas partidárias e outras que, em democracia, se tornam necessárias, para não dizer fundamentais, para manter um número suficiente de indivíduos dispostos a empunhar a bandeira do partido que melhor lugar tem para lhes oferecer.
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11 de fevereiro de 2010
O sexo do dinheiro
Enquanto Portugal mergulha numa (outra) crise de sucessão, alimentada pelos sucessivos embates políticos, à procura de um destino incerto, os bancos, ou os donos dos bancos, continuam com a sua saga lucrativa. Aliviados pelo erário público, conseguiram ultrapassar a tormenta e agora apresentam lucros de fazer corar qualquer obcecado com a necessidade de baixar o déficit. A capacidade de recuperação demonstrada só prova que o dinheiro na mão de gestores (privados) pagos a peso de ouro, adquire capacidades multiplicativas, só comparáveis, na natureza, à pujança reprodutiva dos leporídeos.
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