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19 de junho de 2026

Saber sair


É impossível ignorar a importância que Cristiano Ronaldo alcançou ao longo de toda a sua carreira futebolística, mas isso não o transforma numa pessoa insubstituível ou num ativo que não se possa prescindir.

Compreendo que qualquer treinador de qualquer equipa em que Cristiano seja jogador se sinta (quase) obrigado a contar com ele em todas as ocasiões, quanto mais não seja pelo facto de se sentir (aparentemente) pressionado a convocar a "estrela" em que Ronaldo se transformou.

O que não compreendo é a atitude do jogador — deste ou de qualquer outro — que insiste em impor a sua presença. Sou da opinião de que todos temos o direito de atingir o máximo das nossas capacidades e de que o nosso esforço deve ser reconhecido e, eventualmente, recompensado. Não concordo, porém, que alguém sinta que deve condicionar a decisão de um treinador apenas porque insiste em estar presente, mesmo sabendo que isso pode influenciar o comportamento de toda a equipa.

Bastaria que CR7 manifestasse disponibilidade para jogar apenas alguns minutos (para se exibir) e estou em crer que tudo seria diferente, até porque já nada mais tem a provar. Poderia, assim, aproveitar a sua influência para incentivar e fortalecer o grupo a que pertence e ao qual, naturalmente, deve continuar a pertencer.


Crédito da foto: Phil Cartwright BBC Sport journalist

15 de setembro de 2015

Dinheiro a quanto obrigas



A vontade conhecer novas experiências é tão grande que Cristiano Ronaldo até comprou um apartamento de luxo, só para aparecer no novo filme de Martin Scorsese.

5 de setembro de 2009

A boca maior que a caixa

Há coisas que nem a brincar se dizem, independentemente de se pensarem ou até mesmo de se fazerem.
Obviamente que o papel de um defesa é evitar que o adversário ponha em perigo baliza do seu clube e, como bem sabemos, as orientações dadas aos atletas no balneário em nada têm a ver com as possíveis justificações dadas à imprensa.
As declarações de Krager é que podiam ter sido evitadas, sendo certo que, ao proferi-las, sabia perfeitamente o resultado que iriam ter.

11 de junho de 2009

necessariamente ricos

A transferência de Ronaldo para o Real, causou alguma indignação junto de altos responsáveis do futebol, o que não é de admirar, tendo em conta o montante da contratação e, sobretudo, a altura em que se realiza. Porém, à semelhança do que acontece com as religiões (considerando o futebol como uma delas), todas apelam à contenção dos gastos como forma de ultrapassar os momentos de crise, mas não se privam de concretizar grandes obras, tentando demonstrar que, perante as vicissitudes do dia-dia, ainda se pode admirar a riqueza, mesmo sem lhe poder tocar.