Numa altura em que apenas se liam os livros da Disney, ainda editados pela Abril, ansiosamente nos deslocávamos até casa para, atentamente, tentarmos perceber aqueles desenhos animados que, a preto e branco, nos eram apresentados por um senhor que se chamava Vasco Granja.Com ele, ficámos a conhecer as formas que muitos deram à sua imaginação e a uma outra realidade que até então desconhecíamos.
Apesar de muitas vezes inexpressivos, eram os únicos que nos eram dados a ver, sem que sobre eles fosse necessário exercer qualquer tipo de censura, devido à sua inofensiva e quase imperceptível mensagem.
Hoje, passados mais de 30 anos, sinto que o esforço daquele indivíduo em tentar agradar os mais pequenos de então, com quase desagradáveis desenhos, era enorme perante as actuais potencialidades de concepção das imagens.
Por tudo isso, presto-lhe a minha sincera homenagem e, em nome de todos os que passaram agradáveis momentos à frente da televisão de então, espero que encontre, para onde vai, a justa recompensa para essa dedicação.