Enquanto não exigimos igualdade de tratamento, para com os nossos parceiros europeus, a coisa até andava mais ou menos, mas a partir do momento em que começámos a não ter dinheiro para comprar sequer aquilo que os países mais desenvolvidos da União Europeia produzem, e optámos por nos virarmos para o mercado interno, dando preferência ao que produzimos e tornando-nos até auto-suficientes, já se levantam vozes contra a utilidade da nossa permanência na construção do sonho europeu.
É caso para dizer aos arautos da União Europeia, que defenderam, e defendem, o papel do bom aluno, que afinal de nada valeu hipotecarmos a nossa independência económica, vendendo ao desbarato, tudo aquilo que nos identificava como país, com exceção dos símbolos, que apenas servem para colocar na sala de troféus, de tantos quantos os que nos venderam aquela ideia errada de solidariedade entre os povos.

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