17 de novembro de 2012

De fora

Esta coisa de serem os outros a darem palpites sobre aquilo que devemos ou não fazer em nossas casas causa-me sempre uma certa apreensão, pois melhor do que ninguém sabemos como gerir as nossas vidas, tão cheias de contrariedades e indecisões. Contudo, há momentos em que não conseguimos ver para além do necessário e aí, os outros que julgamos serem nossos amigos, poderão, e deverão, ter uma palavra a dizer, tanto mais que estão de fora e, eventualmente, vêem, com mais distanciamento sentimental, aquilo que nos afeta e, quem sabe, colocam-se numa posição mais proveitosa no que diz respeito à sua resolução. Nessa altura, como manda o bom senso, devemos dar ouvidos a essas opiniões, aparentemente não vinculáveis, mas com certeza mais realistas e eficazes, pois são tomadas sem contemplações e sem favoritismos, mas sempre do lado da razão e dos que mais sofrem, ou não fosse Dilma Rousseff o rosto de uma sociedade que deu prioridade ao apelo e ao interesse dos mais fracos.

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