23 de abril de 2011

A ferro e fogo

Incitados, ou não, por quem vê no regime de Damasco um exemplo de ingerência estrangeira nos destinos da Síria (e no Médio Oriente), milhares de populares reclamam a demissão de um monarca que, à semelhança de outros, tenta a todo custo, manter-se no poder. Como resultado desse descontentamento, muitos vão até ao limite, dando a própria vida em prol daquilo a que chamam de mudança, sem muitas vezes saberem sequer o que é viver em democracia. 
De todo o modo, e partindo daquele máximo princípio que norteia a democracia, ao monarca em questão, não ficaria nada mal que ouvisse a voz do povo e declinasse em benefício da alternância de poder. Resta saber se posição a ser tomada por Bashar al-Assad, está somente de si dependente ou se não haverá quem, de um outro lado, faz figas para que tudo acabe sem grandes alterações. Enquanto isso, morrem pessoas, muitas delas inocentes, que não vão poder, nunca mais, ver o desfecho desta aventura que, para já e até ao momento, se tem saldado em centenas de vítimas dos violentos confrontos, entre os que teimam em estar do lado de quem ainda lhes pode pagar e os outros, aqueles que, perante tanta insanidade, ainda conseguem reclamar por melhores dias.

[foto e vídeo]

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