25 de março de 2011

Indigestões


Desde que foi afastado do cargo de embaixador de Portugal na UNESCO, que Carrilho nunca mais perduou a Sócrates. Agora, ao vê-lo num momento de fragilidade, aproveita para lhe atribuir a culpa do fracasso da política do governo. 
Mas será que Sócrates estará assim tão fragilizado como pensa Carrilho?
Eu penso que não, até porque se assim fosse, Sócrates não abandonaria o cargo de primeiro-ministro. Repare-se que Sócrates deixou Passos Coelho, ou outro que vier a seguir, vinculado a um acordo com Bruxelas e, a esse, Portugal não poderá fugir, mesmo que queira, pois dele depende a sua continuidade como membro de uma União que não se pode dar ao luxo de perder a concretização dos seus objectivos só porque há um país junto ao mar, que não cumpre com as metas. Por isso, por muito que o governo mude, por muito que a gente conteste, a política monetária da União Europeia não mudará e, mais uma vez, nós cá estaremos para aguentar esse resultado, custo o que custar. Mas estou convencido que menos custaria se tivéssemos políticos à altura de nos governarem.

1 comentário:

Fusível Ativo disse...

Gostando ou não de Sócrates (e abstraindo-nos da situação atual de Portugal) ele é um bom político. E para quem não concorda, basta estar atento, é que, apesar de tudo, segundo as sondagens o PSD não tem maioria absoluta (claro que o Passos Coelho também não facilita). Seja como for, não deixa de ser de certo modo assustador.