19 de fevereiro de 2011

Aquela força que os une



A revolta do povo não pára de aumentar. Por todo o Magreb, e sem esquecer as grandes nações do Médio-Oriente, o povo reclama direitos, liberdades e garantias, à semelhança do que vêem nos países ditos civilizados. Mas esses já a conquistaram há muito e nem por isso se pode dizer que a atingiram na plenitude.
São inúmeras as tentativas de limitar os direitos do cidadãos, mesmo em democracias aparentemente sólidas, por isso mesmo, o contágio da revolta que assola os países, que há muitos anos não conhecem alternância no poder, pode muito bem não surtir o efeito desejado pelos manifestantes.
Alguns lideres, como Khadafi ou o príncipe herdeiro do Bahrein, não cedem facilmente às exigências de um povo que se vê desamparado sem o auxílio do exército, como aconteceu no Egipto, e tentam esmagar a revolta que consideram contrária aos interesses de uma minoria que se conseguiu manter no poder, muito à custa de manobras e interesses obscuros, tecidos em segredo, longe do consentimento ou conhecimento de um povo, que mais preocupado estará em viver o seu dia-a-dia, sem se meter em políticas, mas nunca esquecendo aquilo que lhe alimenta o espírito, esse sim o verdadeiro factor que os une e que os impele, para uma luta cujos resultados eles próprios desconhecem, mas que concerteza lhe trará um sofrimento acrescido.

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2 comentários:

António Luís disse...

Conheço um país, perto do mar, curiosamente chamado Portugal, onde uma nova revolução seria necessária...
Mas tudo pasta tranquilo.

Pedro Viseu disse...

Ideológica principalmente.
Num país onde os políticos se esquecem que representam o povo, e onde a maior parte desse povo se não quer participar activamente na eleição dos seus representantes, não há democracia que resista.