Quando vejo algum governante, de olhar cândido e pesaroso, a dirigir-se aos seus "súbditos" a pedir sacrifícios, devido à crise que inevitavelmente se abateu sobre o seu "reino", lembro-me sempre que esse sacrifício servirá para tudo, menos para resolver os reais problemas com que esse "reino" se debate. Depois de concretizados esses sacrifícios, pensado eu que seriam suficientes para melhorar a situação, eis que surgem notícias que me dão a volta ao estômago, tão só porque porque me apercebo que afinal, há dinheiro disponível para não nos sacrificar em demasia e que a contenção apenas deve ter lugar na mesa daqueles que estão habituados a viver com pouco, pois só assim não estranharão a ausência de fartura.

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