14 de novembro de 2010

Geração de consumidores


Já perdemos a pesca para os espanhóis, a agricultura para os franceses e para os polacos e, agora, perdemos a alfarroba para os dinamarqueses. Somos, o que sempre quiseram que nós fossemos. Neste imenso mercado, somos apenas consumidores, sem necessidade de sermos originais e sem necessidade de produzirmos o que quer que seja, tal a quantidade de produtos acabados que, às toneladas, entram pelas nossas fronteiras imaginárias. Aos poucos vamos acentuando a nossa dependência para com os nossos parceiros europeus mais combativos. Se por acaso, nos convidassem a abandonar o clube dos 27, ficaríamos muito mais pobres do que nos encontrávamos quando para aderimos à CEE. Vendemos tudo aquilo que nos mantinha como nação, levando-nos a que, perante essa hipotética realidade, suplicássemos para que alguém nos quisesse tomar conta dos nossos destinos como povo.

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