A mais recente intervenção israelita saldou-se em, pelo menos, 19 mortos, o que naturalmente choca qualquer um, tanto mais que se tratava de ajuda humanitária, cujo objectivo seria o de levar essa ajuda ao povo palestiniano. Perante tal manifestação de força, de imediato se levantaram inúmeras vozes de contestação, com ameaças de represálias e "vinganças" à medida.
Obviamente que é condenável toda e qualquer atitude mais violenta. Obviamente que pessoas desarmadas, apenas preocupadas em ajudar humanitariamente quem dessa ajuda necessita, devem ser ajudadas a cumprir a sua missão e nunca impedidas de a concretizar. Mas também é óbvio que todos sabiam o preço que poderiam a pagar por "furar" o bloqueio imposto por Israel, e nem por isso desistiram de prosseguir os seus intentos. Posto isto, e não querendo ser advogado do diabo, não creio que a culpa tenha que ser toda imputada aos agressores, antes preferindo achar que ela deve ser partilhada. Por outro lado se considerarmos que o uso da força, por parte dos israelitas, foi desproporcional, tendo em conta o carácter humanitário dos atingidos, então, à luz do direito internacional, é condenável o uso da força, tanto mais que o ataque ocorreu em águas internacionais e portanto, passíveis de serem utilizadas por qualquer um que se pretenda aventurar por aquelas paragens. Portanto, continuamos perante um conflito sem resolução à vista, manchado vezes demais com sangue de inocentes, mas que só subsiste porque não há vontade política ou porque continua a haver (demasiada) cobertura política.
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