27 de abril de 2010

Aqui D'el Rey


Já não ouvia falar de bancarrota desde que, em 1978, Mário Soares, enquanto primeiro-ministro, se viu na contingência de pedir a intervenção do FMI. A partir daí o nosso pequeno país viveu em constante sobressalto financeiro. As crises sucediam-se e o arranque rumo ao crescimento económico tardava em chegar. Hoje vivemos um clima semelhante, embora com a rede da união a que pertencemos e nos ampara nos momentos de maior aflição e que invariavelmente se traduzem numa recorrente necessidade de aumentar as receitas do Estado à custa da penalização fiscal do pequeno e médio trabalhador.
É deprimente viver num país onde o esforço para salvar as contas públicas tem que ser feito sempre por quem nunca conheceu outra forma de vida, que não fosse a de privação e de poupança e nunca por aqueles que aproveitam a nossa habitual parcimónia para receberem milhões de euros, com o argumento de que os bons profissionais devem ser muito bem pagos para que não "fujam" para o estrangeiro. Perante esta dura e incontornável realidade, todos os sectores da sociedade clamam por um entendimento suprapartidário com o objectivo único de fazer frente aos que vaticinam um futuro negro para a economia do nosso país. Desta feita, reunem-se os líderes das forças políticas que habitualmente nos governam, ou seja, os líderes dos partidos que têm conduzido os destinos de Portugal desde 1976 até aos nossos dias.

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