13 de agosto de 2009

Sem novidade

Os problemas da nossa economia são sobejamente conhecidos, quer por Medina, quer por Sócrates, quer por Cavaco, quer por Ferreira Leite, quer pelo João, quer pelo Manel, quer pelo Joaquim, ou pela Maria. Enfim, todos sabemos que aquilo que emperra o bom desempenho da economia portuguesa é a mania de todos pretendermos trabalhar e viver com os rendimentos desse trabalho, de forma o mais condigna possível, como o consentimento e o assentimento dos patrões sem ondas, mondas ou delongas.
Já se experimentou o fascismo, e deu no que deu.
Já se experimentou o socialismo, e deu no que deu.
Já se experimentou o liberalismo, e deu no que deu.
Já se experimentou o capitalismo, e deu no que deu.
Já se experimentou o neoliberalismo, e deu no que deu.
Sinceramente, não vejo que muito mais haja para experimentar, a não ser que todos metam na cabeça de uma vez por todas que, este mundo é só um, que é de todos e para todos e que, ao longo dos tempos, a consciência de que viver com qualidade e com dignidade, foi aceite, consolidada e por todos assimilada. Portanto, a questão do pib, do déficit, da inflação, da deflação, da aceleração e da desaceleração, não passam de ferramentas para manter a economia activa, lucrativa e assertiva, isto é, para que continue a ser ela a orientar, gerir, limitar e alimentar as nossas vidas.

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