9 de maio de 2009

Animais com direitos

Durante anos sempre achei que os animais selvagens apenas existíam no zoológico e nos circos. Por isso, não me repugna nada ver um tigre ou uma leão dentro de uma jaula à espera de, frente a uma plateia, dar uns saltos ao som de um chicote ou, tão só, ao som da voz de comando do seu treinador que, em muitos casos, também é criador, porque, como é sabido, grande parte desses animais selvagens, não passam de uns animais que descendem de animais que foram resgatados à selva para divertir as crianças e os adultos do mundo civilizado portanto, nascidos em cativeiro.
Claro que os tempos mudam e com eles também as mentalidades. O que hoje é inadmissível, há vinte anos era perfeitamente normal, veja-se o exemplo do tabaco ou do casamento entre pessoas do mesmo sexo. É certo que o mundo tem que se adaptar às exigências de uma sociedade mais esclarecida e mais preocupada com o equilíbrio do planeta, onde o respeito pelos mais fracos deve prevalecer sobre a vontade de vencer dos mais fortes, contudo, sou da opinião que, em vez de irem a correr proibir de uma assentada a existência de animais selvagens nos circos, as entidades responsáveis devem, antes de mais, efectuar uma levantamento dos que existem e exigir que sejam tratados com a dignidade merecida e depois, gradualmente, proibir a sua "utilização", seja nos circos, seja nas touradas ou até mesmo nas experiências de laboratório ou nas violentas e lucrativas lutas.

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