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14 de novembro de 2010

Para reflexão

O ZÉ, depois de dormir numa almofada de algodão (Made in Egipt), começou o dia bem cedo, acordado pelo despertador (Made in Japan) às 7 da manhã.
Depois de um banho com sabonete (Made in France) e enquanto o café (importado da Colômbia) estava a fazer na máquina (Made in Chech Republic), barbeou-se com a máquina eléctrica (Made in China).
Vestiu uma camisa (Made in Sri Lanka), jeans de marca (Made in Singapure) e um relógio de bolso (Made in Swiss).
Depois de preparar as torradas de trigo (produced in USA) na sua torradeira (Made in Germany) e enquanto tomava o café numa chávena (Made in Spain), pegou na máquina de calcular (Made in Korea) para ver  quanto é que poderia gastar nesse dia e consultou a Internet no seu computador (Made in Thailand) para ver as previsões meteorológicas.
Depois de ouvir as notícias pela rádio (Made in India), ainda bebeu um sumo de laranja (produced in Israel), entrou no carro Saab (Made in Sweden) e continuou à procura de emprego.
Ao fim de mais um dia frustrante, com muitos contactos feitos através do seu telemóvel (Made in Finland) e, após comer uma pizza (Made in Italy), o ZÉ decidiu relaxar por uns instantes.
Calçou as suas sandálias (Made in Brazil), sentou-se num sofá (Made in Denmark), serviu-se de um copo de vinho (produced in Chile), ligou a TV (Made in Indonésia) e pôs-se a pensar porque é que não conseguia encontrar um emprego em PORTUGAL...
O Ministério da Economia de Espanha estima que se cada espanhol consumir 150€ de  produtos nacionais, por ano, a economia cresce acima de todas as estimativas e, ainda por cima, cria postos de trabalho.
I
Enviado por mail

7 de novembro de 2010

Nós pagamos


Os portugueses são de facto os campeões do desenrasque. Conseguem ver uma oportunidade onde outros vêm um problema.
A prepararem-se para o advento de dias difíceis, não só pelo aumento da carga fiscal, mas também, no caso concreto, pelo fim da gratuitidade de circulação em algumas SCTU'S, uns empresários portugueses do sector hoteleiro decidiram serem eles a suportarem as despesas que os seus hóspedes espanhóis têm com o pagamento das portagens. Assim, segundo eles, a quebra nas reservas que se fez sentir logo após a introdução das portagens, não voltará a acontecer se, claro, for só esse o único motivo que levou os espanhóis a afastarem-se do nosso país, ou não estivessem também eles a passar por uma crise idêntica à que vivemos actualmente.

29 de outubro de 2010

Aos olhos dos outros



Foram tomadas medidas draconianas esta semana em Portugal, pelo Governo liberal de José Sócrates. Mais um caso de um outro governo de centro-direita pedindo ao povo Português a fazer sacrifícios, um apelo repetido vezes sem fim a esta nação trabalhadora, sofredora, historicamente deslizando cada vez mais no atoleiro da miséria.
E não é por eles serem portugueses. Vá o leitor ao Luxemburgo, que lidera todos os indicadores socioeconómicos, e vai descobrir que doze por cento da população é portuguesa, oriunda de um povo que construiu um império que se estendia por quatro continentes e que controlava o litoral desde Ceuta, na costa atlântica, tornando a costa africana até ao Cabo da Boa Esperança, a costa oriental da África, no Oceano Índico, o Mar Arábico, o Golfo da Pérsia, a costa ocidental da Índia e Sri Lanka. E foi o primeiro povo europeu a chegar ao Japão....e à Austrália.


19 de outubro de 2010

Prioridades


Quando o IVA do leite com chocolate sobe para 23 % e os bilhetes para o futebol se mantêm com a taxa de 6%, não é preciso dizer mais nada acerca das prioridades do governo que temos.

6 de outubro de 2010

Crise, qual crise?


Não há ninguém com discernimento suficiente na classe política, que consiga por cobro a todo este despesismo?
Já não bastavam os rios de dinheiro que se gastaram com os submarinos, perfeitamente justificáveis à luz de um política baseada na defesa nuclear do nosso país, para agora, sob o pretexto de manter a nossa independência, se gastarem 200 milhões de euros na compra de aviões à Holanda, ainda por cima em segunda mão, como quem diz, a necessitarem de serem vendidos a uns papalvos quaisquer.
Os aviões agora adquiridos, teriam muito mais utilidade se fossem uilizados para transportar os nossos políticos para um sítio onde o limite máximo do vencimento fossem os tais 500 euros, aqueles que eles consideram suficientes para alguém se governar.

1 de outubro de 2010

Político incompetente procura-se



Silva Lopes, em entrevista à RTP1, referiu que os políticos portugueses, desde a Revolução Liberal de 1820, nunca conseguiram equilibrar as finanças públicas, exceptuando-se o período em que Salazar governou o país. Há relativamente pouco tempo, Manuel Ferreira Leite disse que bastavam 6 meses sem democracia para que fosse possível equilibrar as contas do país. Perante isto, pergunto eu: Será que o país necessita, para seu governo, de alguém que, com mão de ferro, consiga manter disciplinadas as contas do Estado? 
Creio que não, ou melhor, espero que não, porque a ser assim, só se prova que, em democracia, em Portugal não é possível viver sem déficit e sem que, volta e meia, os nossos políticos nos batam à porta a pedir que sejamos tolerantes com um Estado demasiado perdulário, que vive além das suas possibilidades e que não tem capacidade para administrar o dinheiro que recolhe dos contribuintes, utilizando-o somente para fazer face às despesas correntes e não para o apetrechar o país de mecanismos que lhe dêem capacidade para competir com, pelo menos, os seus ainda parceiros europeus.

28 de setembro de 2010

Aos olhos de outros

 I
Enquanto que por cá nos vamos desenrascando, com a situação que os nossos políticos ciclicamente nos criam, outros há que, às nossas custas, se vão rindo da actualidade e das gaffes políticas, cujos protagonistas são aqueles que nos representam, para o bem e para o mal.

Mais vale prevenir



Apesar da crise o governo investe 5 M€ em material de segurança. Há poucos dias, não resistiu à vigília que os agentes da P.S.P. ameaçaram fazer, e fizeram, à portas do ministério que os tutela.
Será que toda esta tolerância para com os agentes da Lei, tem alguma coisa a ver com a mais que provável necessidade de lealdade, por parte das forças de segurança, que o governo necessita para os tempos de contestação que, inexoravelmente, se avizinham?

7 de junho de 2010

Salazarices

As mais recentes declarações de Cavaco Silva, fizeram eco, sobretudo, junto dos operadores turísticos portugueses que as considerou de extrema importância para a sustentabilidade do sector em Portugal. 
Não me parece que esse apelo seja tão acatado como seria desejável pelos portugueses, uma vez que somos um povo que, por exemplo, em vez de se preocupar com os eleitos, aproveita o dia das eleições para ir passear com a família, não sendo por acaso, que a abstenção é o maior partido português. Mas mais curioso ainda, é o facto de o nosso presidente parecer estar a querer trilhar o caminho de um outro economista que governou o nosso país durante mais de 40 anos e que apenas dele saiu uma só vez e para ir, imagine-se, à vizinha Espanha.

28 de abril de 2010

Os pobres que paguem a crise

Perante a crise, e como contributo para a sua resolução, a CIP propõs a redução do subsídio de desemprego. A preocupação dos patrões não é, como aparentemente se poderia pensar, combater o absentismo, mas sim impedir que o salário mínimo se mantenha, segundo eles, nos níveis incomportáveis em que se encontra, ou seja, impedir que os trabalhadores desempregados
consigam, através daquele subsídio, ganhar mais do que se estivessem a trabalhar, o que para os patrões é uma autêntica vergonha.

27 de abril de 2010

Aqui D'el Rey


Já não ouvia falar de bancarrota desde que, em 1978, Mário Soares, enquanto primeiro-ministro, se viu na contingência de pedir a intervenção do FMI. A partir daí o nosso pequeno país viveu em constante sobressalto financeiro. As crises sucediam-se e o arranque rumo ao crescimento económico tardava em chegar. Hoje vivemos um clima semelhante, embora com a rede da união a que pertencemos e nos ampara nos momentos de maior aflição e que invariavelmente se traduzem numa recorrente necessidade de aumentar as receitas do Estado à custa da penalização fiscal do pequeno e médio trabalhador.
É deprimente viver num país onde o esforço para salvar as contas públicas tem que ser feito sempre por quem nunca conheceu outra forma de vida, que não fosse a de privação e de poupança e nunca por aqueles que aproveitam a nossa habitual parcimónia para receberem milhões de euros, com o argumento de que os bons profissionais devem ser muito bem pagos para que não "fujam" para o estrangeiro. Perante esta dura e incontornável realidade, todos os sectores da sociedade clamam por um entendimento suprapartidário com o objectivo único de fazer frente aos que vaticinam um futuro negro para a economia do nosso país. Desta feita, reunem-se os líderes das forças políticas que habitualmente nos governam, ou seja, os líderes dos partidos que têm conduzido os destinos de Portugal desde 1976 até aos nossos dias.

10 de agosto de 2009

Aquisições incompreendidas



A decisão de adquirir 42 viaturas, chocou os representantes sindicais dos trabalhadores da maior transportadora aérea portuguesa, por ter acontecido após uma interrupção das negociações salariais como os trabalhadores. Segundo a administração da TAP, tal aquisição justifica-se pela necessidade de proceder à substituição de viaturas "que já tinham muitos anos". Mais simpático, e quiçá melhor aceite, seria justificar a necessidade de aquisição de tais viaturas, como forma de contribuir para a recuperação do sector automóvel do nosso país.

1 de agosto de 2009

O contributo dos ricos

Numa coisa Manuel Ferreira Leite tem razão. É preferível esperar que um suposto rico compre para depois lhe cobrar o imposto respectivo, do que estar a contribuir para que ele não compre e com isso prejudicar todo um conjunto de pessoas que estão envolvidas desde a concepção à construção do bem a comprar.

19 de maio de 2009

Sem novidade

Em tempo de crise, nada melhor do que saber que os nossos vizinhos (e irmãos) espanhóis pagam a electricidade 23% mais barata. Um país com cerca de 4 milhões de desempregados, supera em muito as condições que oferece aos seus empregados e àqueles que já o foram e que agora se encontram numa situação desesperante.
Por cá, empresas como a EDP, preferem pagar indemnizações chorudas aos seus gestores do que aliviar o preço da factura a pagar pelo consumidor final.
É o país que temos, onde a solidariedade é palavra vã e as grandes fortunas se resguardam dos efeitos da crise, privando os mais necessitados da repartição dos lucros que, em tempo de vacas gordas, à sua custa obtiveram.