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29 de maio de 2011

Servirá de exemplo?


A medida preventiva aplicada aos protagonistas do vídeo que chocou grande parte dos portugueses e os fez, mais uma vez, reflectirem sobre o papel da violência entre os jovens, poderá nem sequer resolver a complicada questão provocada pela ausência de valores com que actualmente muitos dos nossos adolescentes se relacionam em sociedade. Poderá até servir apenas para corrigir o comportamento dos jovens implicados na contenda, levando-os a, pelo menos, não quererem divulgar futuramente a forma violenta com que tentam resolver os problemas. Poderá até servir apenas para que os pais, ou os encarregados de educação, daqueles jovens, cogitem sobre se o seu papel de educadores poderá ou não ser melhorado, tendo em vista o resultado. Mas de uma coisa tenho a certeza, de cada vez que outros jovens, em circunstâncias semelhantes, tentem resolver do mesmo modo, as questões que os separam, vão concerteza tomar como exemplo as consequências que advieram para os três adolescentes, que partilharam, de forma gratuita, a violência com que lidam diariamente e que já faz parte intrínseca das suas vidas.

9 de maio de 2011

Só pode ser da frustação




Enquanto andamos preocupados com aquilo que devemos aos outros e com a forma que temos que arranjar para lhes pagar, permitimos que as crianças, os idosos, e as mulheres, continuem a ser vítimas da loucura daqueles que com eles vivem e, no caso dos menores e dos idosos, daqueles que lhes deveriam dar mais carinho e afecto.
Era bom que a troika não se limitasse a disciplinar as finanças públicas e que fosse para além do valor do dinheiro, só que isso, bem sei, não se corrige com estes senhores, antes sim por uma comissão (mais uma) especialmente criada para o efeito, mas onde os seus membros não fossem designados por aqueles que até aqui têm supervisionado os serviços responsáveis pela vigilância dos cada vez mais frequentes desvios sociais, que normalmente acabam pior do que se não tivessem vigilância alguma.
Enquanto andamos preocupados com aquilo que devemos aos outros e com a forma que temos que arranjar para lhes pagar, permitimos que as crianças, os idosos, e as mulheres, continuem a ser vítimas da loucura daqueles que com eles vivem e, no caso dos menores e dos idosos, daqueles que lhes deveriam dar mais carinho e afecto.