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9 de fevereiro de 2011

Diatribes



Com o veto à lei que obriga à prescrição, pelos médicos, do medicamento pelo princípio activo, Cavaco Silva inicia assim o seu último mandato como Presidente da República. Poderão, por isso, estar abertas as hostilidades entre Belém e São Bento, e dessa forma, estar condicionada a acção legislativa do governo.
A quem aproveita tudo isso não sei, mas tenho a certeza que, ao contrário de situações anteriores em que o Presidente da República se substituía à oposição, na defesa dos interesses dos cidadãos que supostamente estariam a ser prejudicados pelas medidas tomadas pelo governo, Cavaco Silva estará mais interessado em defender os interesses corporativos da classe médica, a qual, caso a lei não fosse vetada, seria bastante prejudicada, pelos favores que, hipoteticamente, lhes são prestados pelas empresas farmacêuticas.

24 de agosto de 2009

acocorados


Sem qualquer proposta que seduza o eleitorado flutuante do nosso país, o centro-direita português aproveita o chumbo de Cavaco à nova lei das uniões de facto para embandeirar em arco, esperando que, com isso, as tendências de voto lhes sorriam. Como católico praticante que assume ser, e que é, não era de esperar que a legalização de uma união entre duas pessoas, com características diferentes daquelas que conhecemos, fosse promulgada, logo agora, sem o necessário consentimento popular.
Numa sociedade, onde o peso da religião ainda influencia muitas das decisões tomadas pelos representantes de um estado laico, nunca é de desprezar a influência que a sua parte mais conservadora indirectamente exerce sobre os seus seguidores no recato da cabine de voto.