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14 de fevereiro de 2012

Adiáveis marginalidades

Não tenho dúvidas acerca do sucesso do encontro de Obama com Xi Jinting, sobretudo se o analisarmos numa perspetiva geopolítica, em que duas das mais poderosas nações se reúnem para assentarem posições globais, numa altura em que o mundo está sujeito a grandes mudanças.
Só lamento que as preocupações americanas, com os direitos humanos, se tenham ficado pelas críticas e protestos dos manifestantes concentrados à porta da Casa Branca.

23 de janeiro de 2012

Vermelho Sangue


Enquanto que por cá, o Estado "esfrega" as mãos de contente por ter vendido aos chineses a sua participação na EDP e se preparar para vender a que tem na REN, na China os direitos humanos continuam a ser trucidados, sem que isso seja motivo para que, ao menos, se expresse uma ponta de indignação pelo constante desrespeito para com as minorias étnicas, designadamente os tibetanos, por sinal bem mais pacíficos do que seria desejável.
Convém não esquecer aqueles que, por cá, se dizem defensores dos mais necessitados e dos mais desprotegidos contra a prepotência do Estado, se esquecem de condenar as atrocidades que com frequência se vão cometendo nos países onde ainda vigoram os regimes que eles tanto adoram e com os quais, sentados nas poltronas do parlamento, tanto se identificam.

6 de novembro de 2011

Um questão de números

Com esta frase lapidar, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros Chinês classifica (e pretende legitimar) a contínua repressão exercida pela China sobre a população tibetana, desde que em 1950 invadiu aquele território e que desde o princípio do deste ano já provocou 11 imolações.
Ainda bem que as autoridades de Pequim estão atentas aos movimentos de Dalai Lama e de outros separatistas que, tal como ele, lutam contra a destruição de um povo, perante a passividade disfarçada do resto mundo, tão somente porque a China poderá vir a ser um dos fatores de estabilidade da velha Europa.

[foto]

11 de março de 2011

Monges terroristas


Eu até posso compreender o nervosismo da China para com as declarações de Dalai Lama.
Acredito que, apesar da dimensão daquele país, perder um bocadinho que seja, poderá prejudicar a estabilidade do todo e permitir que outros sigam pelo mesmo caminho.
O que eu não posso aceitar, é que tudo isso tenha que ser conseguido, à custa do sofrimento de um Povo, cuja necessidade maior, é ter uma autonomia mais alargada face a Pequim.

12 de fevereiro de 2010

E o mundo aqui tão perto


Enquanto que por este país à beira-mar plantado se discutem as peripécias de um primeiro-ministro que não quer perder, por nada deste mundo, o lugar que tantas dores de cabeça lhe tem dado, no outro lado do mundo outras questões bem mais relevantes se levantam. Obama insiste em manter agendado o encontro com Dalai Lama, apesar das ameaças perpetradas pela China, com a simples justificação de que “O Dalai Lama é uma figura religiosa e cultural respeitada no mundo inteiro, e é nesta qualidade que o presidente se vai encontrar com ele”.
Concordo com a posição de Obama. Se há motivos que justifiquem um braço de ferro, o respeito pelos direitos humanos é um deles. Além disso, e como se não bastasse, impedir que a cultura de um povo seja constantemente violentada, deve continuar a ser uma das preocupações de quem tem o poder para impedir que a razão se sobreponha à força, nem que para isso seja necessário arriscar um birra diplomática, com naturais implicações para a economia dos intervenientes. Sim, porque hoje em dia, as guerras travam-se nos mercados de capitais e a simples quebra do acordado quanto às trocas comerciais pode deitar por terra o que foi construído em prol na tranquilidade e da boa vizinhança.