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12 de outubro de 2015

Cristalizar

António Costa está a dar à esquerda a oportunidade de se unir e concentrar verdadeiramente naquilo que melhor sabe (e pode) fazer. A defesa do Estado Social é a pedra de toque deste novo entendimento, através do qual, sem romper com os compromissos assumidos, é possível encontrar uma base comum, onde o esforço de todos se conjugue no sentido de distribuir, mais equitativa e inteligentemente, a riqueza gerada e desperdiçada.
Acho que (finalmente), o PS encontrou o seu caminho e se afirmou como elemento imprescindível na construção de uma sociedade mais justa, mais equilibrada e mais solidária.

2 de outubro de 2015

Lamento


No próximo domingo iremos a votos. A julgar pelas sondagens, não haverá surpresas e os vencidos continuarão o seu calvário em direção a uma meta que só agradará aos credores. 
Lamento que só aqueles que sentiram na pele os sacrifícios impostos por uma maioria insensível à necessidade dos mais vulneráveis, tenham discernimento suficiente para, em consciência, penalizar com o seu voto, a política seguida nos últimos quatro anos.
Lamento que a coligação de Passos e de Portas não tenha apresentado (melhores) soluções e apenas se tenham limitado a descaracterizar e a vilipendiar as soluções do outros.
Lamento que a oposição (os outros) não tenha conseguido "encantar" os desencantados eleitores com as suas propostas, ainda que muitas das vezes mágicas.
Por fim, lamento que aqueles portugueses, pagadores e recebedores de impostos, que todos os dias usufruem dos benefícios proporcionados pela(s) democracia(s), não considerem útil votar para desequilibrar uma balança há demasiado tempo equilibrada com os mesmos pesos e as mesmas medidas.

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28 de setembro de 2015

9 de setembro de 2015

Era bem feito


Se for pelos idosos, e a julgar pelos resultados, Passos Coelho perde as eleições legislativas. E não é de admirar, já que Portugal foi país que mais regrediu em termos de políticas amigas do cidadão envelhecido, levando a que tenham sido eles quem mais sentiu os efeitos da austeridade imposta pela coligação por ele liderada.

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30 de maio de 2013

Bardamerda



Passados 25 anos, vêm agora estes senhores dizer que se podia ter feito isto e aquilo pelo nosso desenvolvimento. Só prova que na altura, andavam tão desnorteados com os milhões que todos os dias para cá vinham, que a única coisa que os preocupava, era o seu bem-estar e o dos amigos.

4 de dezembro de 2012

Pois claro

Independentemente dos recuos, tanto do presidente do eurogrupo, Jean-Claude Juncker, como do nosso ministro Vítor Gaspar, Portugal só não beneficia das condições agora adotadas para a Grécia porque não houve quem em Portugal tivesse desafiado o poder do Estado, tal como os gregos fizeram desde a primeira hora. Assim, como as coisas por cá não foram tão danificadas como lá, nem os nossos políticos foram vilipendiados de forma sequer semelhante, não é necessário, nem mais dinheiro, nem mais prazo.

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19 de maio de 2012

Portugal vence luta contra o desemprego


A julgar pelo ritmo a que os nossos desempregados abandonam o país, fruto das políticas de incentivo promovidas pelo governo, qualquer dia não temos desempregados em Portugal, o que não deixa de ser uma boa noticia, pelos piores motivos.

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26 de abril de 2012

Uma questão de imagem


Já que nos furtámos ao desafio de sermos competitivos pela originalidade e qualidade dos nossos produtos em benefício dos mercados emergentes, tão cobiçados e desejados, ao menos que nos tornemos atrativos por sermos um dos países europeus onde pior se paga aos que trabalham.

8 de fevereiro de 2012

Assumidamente piegas

Por muito que nos tenha custado a todos, o primeiro-ministro mais não disse do que a verdade sobre nós próprios. De facto, somos um Povo sofrido e lamechas. Sabemos que durante toda a nossa história, sempre fomos mais dominados do que dominadores. Sempre fomos donos do nosso destino pelas piores razões, pois nunca tivemos um Estado que soubesse como nos conduzir ao progresso e ao verdadeiro desenvolvimento.
Somos um Povo que vive na sombra e à sombra de um passado glorioso que fez de nós donos de metade do mundo, e que agora nos sujeitamos às regras daqueles que aproveitaram a nossa coragem e ousadia.
Não soubemos administrar, em proveito próprio, as riquezas que conquistámos, quase sempre com a nossa humildade e simpatia. Todos os territórios que administrámos, foram o espelho da nossa bravura, do nosso empreendedorismo e da nossa enorme capacidade de adaptação. Criámos belas cidades, verdadeiramente cosmopolitas, que rivalizavam com qualquer cidade europeia, enquanto que na metrópole, aquela onde ficaram as nossas raízes, o Povo continuava a definhar na lama da pobreza com que os nossos governantes achavam que nos deveriam tratar. "Livro-vos da guerra mas não da fome", já dizia Salazar, ele próprio um português beirão, pouco dado a viagens e a extravagâncias próprias de quem, já na altura, armazenava uma das maiores reservas de ouro do mundo, enquanto o Povo se lamentava.
Custa-me aceitar que tenhamos sido ruinosamente regidos pelos ingleses, abusivamente desgovernados pelos espanhóis, e escandalosamente reprimidos por uma ditadura que durou 41 anos, mas com qual ainda nos identificamos.
Claro que somos piegas, amigos do fado e do fardo, amantes do biscate e do desenrasque, amigos do copo e do tapa, companheiros no jogo e na tasca. Somos vaidosos e vistosos, egoístas e malabaristas, capazes de resolver qualquer situação, menos a nossa, sempre à espera do ensinamento dos outros, como se não tivéssemos a responsabilidade de sermos um Povo, com capacidade para liderar o nosso próprio destino.
Custa-me aceitar que o compromisso para com o nosso desenvolvimento e a crítica para com o nosso entorpecimento, só surjam quando, nada mais temos, para além de anos de privação.
Custa-me aceitar que, como Povo, apenas nos resta ganhar, gastar e esperar por alguém que nos obrigue a parar, para de novo aprendermos a projetar, a programar e a encarreirar.

3 de novembro de 2011

De uma atualidade atroz, quase impossivel de aturar

"Nós estamos num estado comparável apenas à Grécia: a mesma pobreza, a mesma indignidade política, a mesma trapalhada económica, a mesmo baixeza de carácter, a mesma decadência de espírito. Nos livros estrangeiros, nas revistas quando se fala num país caótico e que pela sua decadência progressiva, poderá vir a ser riscado do mapa da Europa, citam-se em paralelo, a Grécia e Portugal"

[in As Farpas - simpaticamente enviada por mail]

17 de agosto de 2011

Ainda bem!

Ainda bem que o governo Sócrates, e o próprio Sócrates, foram derrotados nas últimas eleições. Se assim não fosse, teríamos por esta altura, o subsído de Natal cortado em 50%, o IVA da electricidade e do gás a aumentarem para 23%, a decisão sobre a continuação da construção do TGV adiada até Setembro, o "maior despedimento de sempre de professores", para além de outras tantas a entrarem em vigor já a partir do próximo ano.
Ainda bem que os políticos não nos desiludiram com uma drástica e impetuosa mudança de políticas, apesar de ter ocorrido uma mudança de governantes e respectiva corte. 
Agora, depois de conhecer os aumentos, só fico à espera de conhecer o resultado do mais ousado e anunciado processo de emagrecimento do Estado.

Euro a quanto obrigas!


O preço a pagar pela manutenção da estabilidade da União, obriga a que alguns daqueles países que mais contribuem para esforço colectivo de equilíbrio das finanças públicas, e por isso serem os que mais têm a perder com o fim do Euro, queiram chamar a si, através de um novo governo económico, competências até aqui da exclusiva responsabilidade dos governos dos Estados membros. Ou isso, ou caminho para a desintegração. E nós, bem caladinhos, e porque precisamos de alguém que nos ajude a estancar o desperdício em que mergulhamos e do qual não damos mostras de conseguirmos sair, aceitamos de cara alegre a decisão, não vão os nossos patrocinadores ficarem zangados e fecharem de vez a torneira.

7 de maio de 2011

Mau estar contagiante


O Benfica está em crise, assim como o país também está em crise!
Se forem, como dizem, realmente seis milhões, então os benfiquistas representam cerca dois terços da população portuguesa, o que por si só, nos poderá levar a algumas conclusões. 
O Benfica confunde-se com Portugal. É um clube português, um clube que foi, e continua a ser, transversal a toda a sociedade. Foi com ele, e através dele, que o Povo se alegrou e motivou no tempo ditadura e da democracia. Moveu massas e reúne multidões. Ainda hoje alimenta paixões e discussões, vitórias e frustrações. É um Clube de sensações, de emoções e de milhões, que ainda não se adaptou a jogar num mundo onde a razão supera o coração. E bem sabemos como é, quando o coração nos tolda a razão e nos leva, muitas vezes, a acreditarmos na nossa invencibilidade e a nos esquecermos daquele toque de frieza que podemos e devemos dar em determinados momentos da nossa vida, só para termos a certeza de que ainda conseguimos mostrar e manter a nossa respeitabilidade.
Tal como o país, também o Benfica está a necessitar de uma troika, não igual à do seu mais directo rival, mas uma semelhante, com tão bom ou melhor grau de eficácia, que desperte nos seus, adeptos, dirigentes e jogadores, um compromisso para com o clube e para com o país, de forma a que um motive o outro e vice-versa.

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25 de abril de 2011

Abril, palavras mil


Este ano, as celebrações do aniversário do 25 de Abril, tal qual as conhecemos, não se realizaram devida à crise financeira que se abateu sobre o nosso país. Por sua vez, o habitual discurso à nação protagonizado na Assembleia da Republica, pelos vários agentes políticos, foi substituído por um outro que se realizou no Palácio de Belém, apenas proferido pelos 4 Presidentes da República eleitos após a Revolução dos Cravos, os quais apelaram à união do Povo, neste momento tão penoso para os cofres da nação.
Foram discursos de circunstância, cujo principal mote se centrou na necessidade uma maioria parlamentar para alcançar a necessária estabilidade governativa, talvez aquela que todos os portugueses mais desejam neste período tão crítico da história do nosso país. 
Não creio que este apelo, velado, ao entendimento político, seja assimilado pelos líderes partidários, já que, tirando o dia de hoje, se digladiam na praça pública, demonstrando que o seu apego ao poder, é muito maior do que a vontade que têm em resolver os problemas do Povo.

13 de abril de 2011

Para grandes males....

O mais justo, para Portugal e os para portugueses, era que, aos próximos governantes, fosse vedada a possibilidade de administrarem as contas do Estado, e que essa tarefa fosse definitivamente atribuída a uma troika semelhante àquela que actualmente entre nós se encontra, para avaliar a nossa situação financeira. Dessa forma, relativamente às contas públicas, poderíamos ficar descansados, quanto ao resto, depois se via, mas estou em crer que estaríamos muito melhor se fossem outros a olhar pelos nossos destinos.

29 de março de 2011

As hipóteses


Eu compreendo perfeitamente que o anunciado aumento do IVA pelo PSD, mal chegasse ao poder, poderá condicionar a agenda governativa de Passos Coelho. Essa generosidade manifestada pelo líder do PSD, não o beneficia, nem sequer lhe dará a ambicionada maioria absoluta, pois o eleitorado não vai arriscar o seu voto num governante que se compromete, desde já, a penalizá-lo ainda mais.
O que eu (ainda) não compreendo, é a maneira que Passos Coelho encontrará para atingir as metas impostas pela União Europeia, sem aumentar a carga fiscal sobre os portugueses, isto porque, supostamente, estarão colocadas de parte as medidas dacronianas que tinham como objectivo emagrecer o Estado.

24 de março de 2011

Previsibilidades


Agora que o lugar de primeiro-ministro vagou, já se prevê quem vai ser o seu sucessor em tão espinhosa tarefa. Portugal vai voltar a ter eleições e os níveis de abstenção vão manter-se igualmente altos e os eleitos vão voltar a ser os mesmos. 
Se Sócrates se recandidatar, como se prevê, e o PSD não ganhar com maioria absoluta, como igualmente se prevê, então Passos Coelho vai contar com uma forte oposição, por parte do 2º partido político mais votado, que será o PS, como se prevê.
Depois, como que jogando à defesa, vai culpar os que, durante 6 anos, mais não fizerem do que, no seu entender, um ruinoso delapidar do património do país, deixando-o, mais uma vez, de tanga e num imenso lodaçal.
Só resta o CDS de Portas que, como se prevê, vai estar na primeira fila dos candidatos a alianças pós-partidárias, para assim voltar ao lugar que tão carinhosamente deixou, enquanto ministro da defesa do governo de Santana Lopes.
Os outros, aqueles que ainda não cheiraram o poder, vão capitalizar os votos de um eleitorado que, com vontade de mudar o rumo titubeante desta quase democracia, vão fazer pender a balança para o lado daqueles que mais prejudicados têm sido, pelas más políticas até aqui levadas a cabo pelos que, durante mais de 30 anos, não conheceram outro senhorio, que não fosse São Bento.

21 de março de 2011

E se....


E se, afinal, Sócrates tivesse sido o melhor primeiro-ministro do Portugal democrático e se a sua crucificação na praça pública se tenha ficado a dever às inúmeras pressões, que os sectores mais enquistados da nossa sociedade começaram a exercer, sobre aqueles que detêm capacidade para "atrapalharem" a vida pública e privada de Sócrates?
E se, afinal, Sócrates foi o primeiro-ministro que mais lutou pelo sucesso dos pequenos e médios empresários, que mais contratos com o estrangeiro celebrou em prol da nossa economia?
E se, afinal, Sócrates foi o primeiro-ministro que mais contribuiu para que o peso do Estado diminuísse no dia-a-dia dos portugueses?
E se, afinal, Portugal for um país controlado por meia dúzia de grupos bem organizados, que alimentam com quadros a máquina partidária, e que tudo fazem para manterem incólumes os seus benefícios entretanto adquiridos à custa de negociatas pouco ou nada claras?
E se, afinal, aqueles que agora correm para o poder, empunhando a bandeira de salvadores da pátria, são os mesmos que contribuíram para alimentar a calúnia e a perfídia contra aquele que mais incomodou os que sempre julgaram estar acima de qualquer privação.