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17 de janeiro de 2012

São capazes de me explicar como?

Com que motivação é que o comum dos portugueses pode ouvir e aceitar as palavras de um primeiro-ministro que procura desesperadamente o apoio incondicional do "seu" Povo, quando todos os dias esse mesmo Povo, se depara com cada vez mais dificuldades e com cada vez mais provas de que, afinal, o poder e a ânsia de o manter, faz de Passos um político igual aos outros, indiferente ao sofrimento daqueles que prometeu governar com equidade, imparcialidade e justiça e que apenas procura "honrar" os compromissos que assumiu com quem está muito mais preocupado em reaver, de preferência em dobro, o dinheiro que durante anos nos andou a dar e que só alguns tiveram o privilégio de, impunemente, esbanjar?

17 de novembro de 2010

Crónicas de uma morte anunciada


Ângelo Correia, até aqui mentor de Passos Coelho, vestiu a capa de profeta da desgraça e,  perante a impossibilidade de surgimento de um governo de salvação nacional, protagonizado pelos dois maiores partidos do espectro político português, antevê a dissolução do parlamento por Cavaco Silva, tendo em conta que, segundo ele, a degradação do P.S., o impossibilita de continuar a governar.
Ocorre-me dizer que, nesta fase de desgovernação em que o país se encontra, aos poucos já se conseguem identificar os nossos próximos governantes ou pelo menos, aqueles que nos bastidores, se preparam para mexer os cordelinhos.

7 de novembro de 2010

Por quem as dúvidas dobram

Permito-me não concordar totalmente com esta abordagem do Pedro. Não que Passos Coelho não tenha razão, porque a tem, mas porque o filme é um remake estafado de outros enredos passados e que, de modo agora visto que desgraçado, deram no que estão a dar.
Lembro-me bem que, depois do (agora relativo caos) de Santana Lopes, Sócrates surgir como uma espécie de "homem coragem e os seus filhos", capaz de, uma vez por todas, endireitar a nação.
A quem mo dizia com entusiasmo indisfarçável, disse que o balanço seria feito no fim e que Sócrates poderia não ser o que se pensava que era. Os produtos televisivos - Sócrates era-o, como ainda é -  são para ser tomados com toda a moderação e até desconfiança...
O tempo, esse implacável operador da verdade, está agora a revelar o que vale Sócrates!
Dizer "coisas" na oposição é uma coisa, fazer "coisas" no poder é outra. Há muitos poderes e por vezes nenhum poder!
Passos Coelho poderá estar a ir, relativamente, pelo mesmo caminho...
O tempo o dirá.

6 de novembro de 2010

Uma questão de decoro


A coragem de um homem poderá medir-se pela frontalidade com que encara os problemas e os resolve. Passos Coelho poderá muito bem ser aquele homem de coragem que o país necessita. Não creio que seja a solução para todos os problemas, mas concerteza que terá algumas soluções para encarar aqueles com os quais mais nos indignamos. Refiro-me concretamente aos que se relacionam com a responsabilidade de prestar contas quando se comprova que existiu negligência na aplicação dos recursos. É de capital importância que os que gerem os dinheiros públicos, tenham consciência de que se trata de um bem escasso e, por isso mesmo, tem que existir um controlo rigoroso na sua aplicação.
Não se admite, por exemplo, que uma obra adjudicada pelo Estado, sofra um agravamento de 60% e que simplesmente se pague a factura sem exigir o esclarecimento de tal derrapagem. Outro exemplo, são as chorudas indemnizações que saem dos cofres do Estado sempre que algum administrador é demitido das funções que ocupa, por ter sido negligente ou por ter sido extinto o lugar que antes ocupava. Outras haverá que nem sequer são divulgadas para não chocar o pobre contribuinte. Portanto, a necessidade de acabar com a impunidade dos detentores de cargos públicos, quando sobre eles recai a suspeita de terem gerido de forma danosa as verbas cuja aplicação são da sua responsabilidade, não será uma posição assim tão irreflectida, como dizem alguns, mas antes uma necessidade prioritária e uma questão de justiça social e moral, próprias do Estado de direito em que todos merecemos viver.

24 de setembro de 2010

Mais do mesmo


Oportunidades como a que o P.S.D. (de Passos Coelho) está a dar ao executivo de Sócrates, não se encontram todos os dias.
"Ou se aprova o orçamento do governo, ou então não há governo" brandem os socialistas do alto da sua tribuna, na expectativa de que o P.S.D. o não aprove. Se isso acontecer, vai o país de novo para eleições, com a troca habitual de lugares entre quem governa e quem lidera a oposição, e seremos governados por duodécimos, sem orçamento portanto. Quanto ao resto, será sempre o mesmo regabofe, com os nossos políticos a dançarem ao som da música do costume, com acusações mútuas e públicas e com gargalhadas sonoras e privadas, a gozarem dos pacóvios que sempre seremos, por lhes darmos o aval de que necessitam para continuarem a governar-se.

22 de julho de 2010

Um Passo atrás

Ainda nem sequer chegaram ao poder, se é que alguma vez lá chegarão, e já pretendem "marcar" a agenda política portuguesa. Eu sei que é difícil querer governar sem ter maioria e, ainda por cima, ser procurado apenas para servir de bengala ao poder instalado. Eu sei que o novo líder do maior partido da oposição tem ideias mais do que suficientes para colocar o país próximo dos lugares cimeiros do bom comportamento económico. Eu sei, e eles também sabem, que o povo está cansado de Sócrates e da sua governação, dos seus deslizes, dos seus avanços e recuos, mas também sei, e eles também sabem, que o povo português não admite sequer pensar que estará em risco, ainda que apenas no papel, a gratuitidade tendencial do serviço nacional de saúde e do ensino e, pior do que isso, se abrirá a porta ao despedimento "por dá cá aquela palha". Além disso, com a proposta de dissolução do parlamento e subsequente nomeação de primeiro-ministro, sem convocação de eleições, o proto-candidato a primeiro-ministro de Portugal, veio demonstrar que, apesar de aparentemente conciliador, será o delfim, não de Cavaco, mas da sua mais directa adversária política, ou seja, Manuela Ferreira Leite. 

27 de abril de 2010

Aqui D'el Rey


Já não ouvia falar de bancarrota desde que, em 1978, Mário Soares, enquanto primeiro-ministro, se viu na contingência de pedir a intervenção do FMI. A partir daí o nosso pequeno país viveu em constante sobressalto financeiro. As crises sucediam-se e o arranque rumo ao crescimento económico tardava em chegar. Hoje vivemos um clima semelhante, embora com a rede da união a que pertencemos e nos ampara nos momentos de maior aflição e que invariavelmente se traduzem numa recorrente necessidade de aumentar as receitas do Estado à custa da penalização fiscal do pequeno e médio trabalhador.
É deprimente viver num país onde o esforço para salvar as contas públicas tem que ser feito sempre por quem nunca conheceu outra forma de vida, que não fosse a de privação e de poupança e nunca por aqueles que aproveitam a nossa habitual parcimónia para receberem milhões de euros, com o argumento de que os bons profissionais devem ser muito bem pagos para que não "fujam" para o estrangeiro. Perante esta dura e incontornável realidade, todos os sectores da sociedade clamam por um entendimento suprapartidário com o objectivo único de fazer frente aos que vaticinam um futuro negro para a economia do nosso país. Desta feita, reunem-se os líderes das forças políticas que habitualmente nos governam, ou seja, os líderes dos partidos que têm conduzido os destinos de Portugal desde 1976 até aos nossos dias.

21 de abril de 2010

Há sempre um Plano B


Com o novo líder do PSD, as coisas parecem ser bem mais fáceis de gerir, tanto para o ainda primeiro-ministro, como para o próprio presidente da república. As propostas para uma governação mais assertiva e coerente têm sido (bem) aceites pelo partido que governa, apesar de não ser essa a imagem que pretendem ver passada para a opinião pública. Passos Coelho aparece assim como a consciência de Sócrates, fazendo-o reflectir e inflectir, perante a sobriedade das propostas por si apresentadas quanto às medidas a adoptar para relançar a economia portuguesa, sem prejudicar em demasia os contribuintes. Quanto à magistratura de influência exercida por Cavaco Silva, na tentativa de serenar os ânimos constantemente exaltados dos parlamentares e que inexoravelmente aumentam o sentimento de desconfiança da sociedade, convém salientar que, apesar de ser sempre bem-vinda, é representativa da capacidade que o mesmo para gerir as prioridades com que devem ser encaradas as políticas em tempos de crise o que, provavelmente para um poeta não seria tarefa fácil

27 de março de 2010

Suavemente

Com a vitória mais do que expressiva de Pedro Passos Coelho, poderá estar criada a verdadeira dor de cabeça do Partido Socialista. Os 61% obtidos pelo novo líder do PSD, significam, antes de mais, que o partido laranja está a ficar preparado para ser uma verdadeira alternativa de governo. Passos Coelho frisou não ser sua intenção andar com José Sócrates ao colo, mas que se prepare o PS para uma oposição responsável, o que por outras palavras poderá querer dizer, um oposição cujo principal objectivo é arredar o PS da governação, com vista a restituir aos portugueses um país onde seja agradável viver. Por tudo isso, a reboque da agenda politica não andará, antes será ele próprio a marcá-la, sem a anuência de Cavaco que vê, a partir de agora, e como bem disse Daniel Oliveira, fugir-lhe o controle que exercia sobre o PSD.

16 de fevereiro de 2010

Coelho de corrida

Com as sua declarações, Passos Coelho começou uma guerra de palavras com Alberto João. Ao dizer que dizer que não tem obrigação se ser sempre solidário com Jardim, está a piscar o olho aos descontentes da Madeira e do Continente, ou seja, está a capitalizar apoiantes. Muito sinceramente, a minha simpatia por Passos Coelho até aumentou quando li que o proto-candidato à liderança do PSD se demarcou do sorvedouro madeirense. Não é que eu ache que ser madeirense é uma grande vantagem. Muitas terá para quem lá vive e para quem lá vai, mas as assimetrias que existiam há vinte ou trinta anos, em nada se comparam às que vivemos atualmente. Se existem motivos para continuarmos a contribuir, então devemos ser solidários, mas se o montante das transferências de dinheiro para o arquipélago da Madeira está acima das reais necessidades dos madeirenses, então santa paciência, todos temos que contribuir para os esforço nacional e, nesse caso, todos devem ver diminuídas as verbas que anualmente lhes são atribuídas. Voltando a Passos Coelho, penso que é uma pessoa que até o PS gostava de ter como alternativa a Sócrates. Não porque seja de esquerda ou se encaixe nas necessidades preeminentes do partido de governo. A questão é que o homem, tal como José Sócrates, tem todas as condições para captar eleitorado do centro-esquerda e isso significa muito tanto para o PS como para o PSD, sobretudo para um país que necessita urgentemente de uma alternativa política e não se revê nas caras gastas e conhecidas dos outros candidatos à liderança do partido de São Caetano.

30 de outubro de 2009

Vou lá, mas venho-me logo embora...


Sempre achei que Paulo Rangel é um misto de menino do coro, político sem saber muito bem como e exímio orador capaz de, esganiçadamente, apelar à união das hostes, de tal forma que faria corar qualquer sofista. Apareceu na política activa pela mão tisnada de Manuela Ferreira Leite e conseguiu através de um discurso fácil e provocador, alcançar um lugar ao sol como deputado do parlamento europeu, onde defenderá os seus interesses e os do seu país, sonhando como uma carreira política semelhante à de Barroso.
Encaixa-lhe bem o papel de bombeiro. Quando a coisa azeda para os lados do PSD, lá vem ele em socorro da linha de actuação da sua querida líder. Na sua mais recente aparição, descredibiliza a candidatura de Passos Coelho e defende a de Marcelo Rebelo de Sousa. Segundo ele, o PS necessita de uma oposição dura, e só Marcelo está à altura de a fazer. Em duas palavras auto exclui-se como candidato a líder do PSD e “empurra” aquele que considera estar melhor colocado para o substituir nessa tarefa. Na sua perspectiva não existe no PSD, militante algum com capacidade para liderar o partido na oposição, recorrendo à velha fórmula de recrutar um indivíduo que, neste momento, se deveria estar a preparar para se lançar em voos mais ambiciosos.
Depois de expor a sua excelsa visão, sobre a melhor solução para o impasse em que se encontra o PSD, desloca-se apressadamente para o aeroporto, onde o aguarda um avião que o transportará de volta à civilização, de onde incólume apreciará o desenrolar da política que, para os seu botões, considera sem classe e por isso mesmo, indigna da sua participação activa.