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18 de novembro de 2010

Um mal necessário



Se para uns a OTAN não deveria existir, para outros a sua existência é fundamental, quanto mais não seja para garantir a paz, esse precário arranjo, fruto da prudência ou do expediente. Sou da opinião que, nos dias de hoje, não se justificará tanto como se justificou na altura da Guerra Fria, em que o mundo se dividia em dois blocos, onde uns consideravam inimigos os habitantes de Leste, protegidos pelo Pacto de Varsóvia, os quais, por sua vez, tinha como arqui-rivais, os habitantes do ocidente, protegidos pela Organização do Tratado do Atlântico Norte.
Derrubado o Muro de Berlim e desagregada a U.R.S.S., a existência do grupo militar do ocidente poucos motivos teria para continuar a existir, não fossem os conflitos ainda em aberto no continente europeu, uns latentes, outros nem por isso, mas cuja possibilidade de se transformarem em sérias ameaças justificam, no entender dos Estados que compõem aquela organização militar, uma presença naqueles territórios, apesar da forte e crescente contestação com que cada vez mais se têm que deparar.
Por estes dias, decorre em Lisboa, mais um cimeira da Nato onde vão participar todos os 28 países que dela fazem parte e onde se irá discutir, entre outras questões, a inevitável aproximação para com a Rússia e, do mal o menos, o fim do comando que tem em Portugal.
Os responsáveis pela organização, matem a convicção de que a sua existência, não só é útil, como cada vez mais se justifica, quanto mais não seja para manter a eficácia de todo um manancial bélico disperso pelos países que fazem parte da Aliança e dos operacionais que de outro modo não existiriam, atento o fim da obrigatoriedade do serviço militar e tendo em conta que, as forças militares, continuam, ainda assim, a ser uma alternativa de emprego para muito jovens que, de outro modo, teriam muita dificuldade em o arranjar.