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26 de maio de 2012

Wie wir arbeiten

Perante a necessidade de crescimento da UE, Merkel propôs aos Estados membros um modelo laboral semelhante ao alemão, especialmente aplicável àqueles que se encontram em situação mais vulnerável, o que iria traduzir-se, por exemplo, num reforço do poder negocial das partes interessadas e uma cada vez menor intervenção do Estado.
Ora, conhecendo nós o povo alemão, sabendo que são extremamente obedientes, frios, calculistas e trabalhadores, tenho algumas reservas acerca da eficácia daquele modelo na nossa economia, já que somos, salvo raríssimas exceções, exatamente o oposto. Contudo, não deixa de ser curioso que apesar das dificuldades impostas pelo mau comportamento das economias do sul, pejorativamente apelidadas de PIGS, que obrigaram a uma inflexão das apertadas regras impostas pela comissão europeia ao déficit dos países da União, estou em crer que, no fim de tudo, quem voltará a sair a ganhar desta toda esta instabilidade, será a Alemanha, já que conseguiu, uma vez mais, impor aos menos competitivos, o seu modelo de crescimento, o que não deixa de ser uma vitória.

3 de março de 2011

Não era preciso ir a correr falar com a patroa....

 
Quanto a coisa está má, lá vai Sócrates a correr para os braços de Merkel, pedindo-lhe que seja ela a dizer a verdade aos portugueses, uma vez que ele, como primeiro-ministro, não tem coragem para o dizer, isto claro, a julgar pelas nas recorrentes declarações que faz à Nação, onde nunca admite estarmos tão mal quanto aparentamos estar.
Desse modo, e porque lhe falta legitimidade moral para nos dizer que o laço está a apertar cada vez mais ou, como dizia o outro, "com a cara encostada à parede" vai fazer choradinhos para o regaço da chanceler a pedir-lhe que seja ela a dizer aos portugueses que as medidas de austeridade impostas, apesar de correctas e corajosas, ainda são insuficientes, o que por outras palavras quer dizer, que poderemos contar com mais algumas restrições ao nosso parco orçamento, sem que da parte dos políticos venha algum sinal de contenção nas despesas, antes pelo contrário.