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27 de maio de 2011

A troco de quê e com que ideais?

Através da Terceira Noite, também eu me ponho a jeito para levar um murro no estômago. Sim, porque esta coisa de escrever acerca das indignações que diariamente nos assaltam, não é (nem poderia ser) suficiente para evitar que situações, como as que aconteceram a partir de 1992 em toda a Bósnia e Herzegovina, e mais concretamente em Julho de 1995, em Sebrenica, ocorram ciclicamente, sejam ou não perpetradas por bestas dissimuladas em nome de um Deus, no qual, em princípio, só eles acreditam e que mais tarde, curiosamente ou não, conseguem levar milhares de outros a acreditarem também.

12 de maio de 2011

Massacres à porta fechada


Se os sírios que lutam pela democracia fossem declarados terroristas, muito provavelmente a repressão de que estão a ser alvo por parte do regime de Damasco, seria melhor tolerada por todos os que viveram, vivem e conhecem o drama do terrorismo. Não se tratando dessa situação, é inadmissível que a comunidade internacional não se insurja contra as arbitrariedades perpetradas pelas tropas de  regime de Bashar al Assad, até porque os poucos relatos que nos vão chegando daquele país, onde os jornalistas foram proibidos de entrar, dão conta de um crescendo da violência contra aqueles que continuam a acreditar na vitória da democracia. Espero que a comunidade internacional, não se comporte da mesma maneira que se comportou quando, em 1989, milhares de manifestantes foram brutalmente desmobilizados da Praça da Paz Celestial.

31 de maio de 2010

Efeitos (demasiadamente) colaterais

Todos sabemos que viver em Israel não é tarefa fácil, não só pela vizinhança que os detesta, como também pela forma intransigente com que lidam contra as potenciais, mesmo que hipotéticas, ameaças. É, no fundo, um comportamento que gera comportamento, num país em permanente estado de guerra.
A mais recente intervenção israelita saldou-se em, pelo menos, 19 mortos, o que naturalmente choca qualquer um, tanto mais que se tratava de ajuda humanitária, cujo objectivo seria o de levar essa ajuda ao povo palestiniano. Perante tal manifestação de força, de imediato se levantaram inúmeras vozes de contestação, com ameaças de represálias e "vinganças" à medida.
Obviamente que é condenável toda e qualquer atitude mais violenta. Obviamente que pessoas desarmadas, apenas preocupadas em ajudar humanitariamente quem dessa ajuda necessita, devem ser ajudadas a cumprir a sua missão e nunca impedidas de a concretizar. Mas também é óbvio que todos sabiam o preço que poderiam a pagar por "furar" o bloqueio imposto por Israel, e nem por isso desistiram de prosseguir os seus intentos. Posto isto, e não querendo ser advogado do diabo, não creio que a culpa tenha que ser toda imputada aos agressores, antes preferindo achar que ela deve ser partilhada. Por outro lado se considerarmos que o uso da força, por parte dos israelitas, foi desproporcional, tendo em conta o carácter humanitário dos atingidos, então, à luz do direito internacional, é condenável o uso da força, tanto mais que o ataque ocorreu em águas internacionais e portanto, passíveis de serem utilizadas por qualquer um que se pretenda aventurar por aquelas paragens. Portanto, continuamos perante um conflito sem resolução à vista, manchado vezes demais com sangue de inocentes, mas que só subsiste porque não há vontade política ou porque continua a haver (demasiada) cobertura política.