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16 de dezembro de 2013

A Lei do mais forte


Se Israel não beneficiasse do apoio dos americanos, que lhe fornecem todo o tipo de apoio, incluindo o bélico, de certeza que não permaneceriam ali tão próximo daqueles que o detestam. Acontece que, na perspetiva dos israelistas, todo o palestiano é um potencial bombista, e essa perspetiva só muda, quando aquele Povo deixar de ser uma ameaça. Mas como isso tarda em acontecer, ou nunca acontecerá, atuam de forma a que não exista a miníma hipótese de alimentar um sonho que se poderá tornar num grande pesadelo. Trata-se, no fundo, de alimentar o instinto primário de colonizar para não ser colonizado, de controlar para não ser controlado, de torturar para não ser torturado e, em última instância, de matar para não ser morto, aquilo que define o dia-a-dia dos que todos os dias vivem com a responsabilidade de manterem as fronteiras.
Quanto à polémica criada à volta das declarações de Roger Waters, acho muito bem que se insurja contra aquilo que classifica de atuações "imorais, inumanas e ilegais". Por um lado, porque pode e, por outro, porque também ele foi inspirador da queda de muitos muros.

2 de dezembro de 2012

Corajoso reconhecimento

Não se trata de afrontar Israel ou sequer os Estados Unidos, mas sim de dar a milhares de pessoas, a possibilidade de viverem em paz.

18 de novembro de 2012

Mediatização de conflitos

Agora que Israel retaliou, com muito mais força e de forma muito mais violenta, contra os palestinianos, sempre quero ver qual será a posição daqueles que nunca criticaram o massacre que o regime sanguinário de Bashar al-Assad continua a perpetrar sobre o seu povo.

24 de setembro de 2011

Parto difícil

Pois é, mais um passo foi dado para que, finalmente, seja reconhecido o Estado palestiniano. 
Foi o que fez presidente Mahmoud Abbas quando, na Assembleia Geral das Nações Unidas, entregou um pedido de adesão da Palestina ao Secretário Geral daquela organização, contando que, por essa via, fosse reconhecida como Estado. Porém, essa tentativa de obter, por outra via, o tão desejado reconhecimento não é encarada com bons olhos pelos EUA e por Israel. Segundo eles "não hão atalhos no processo de paz com Israel" e enquanto não estiverem satisfeitas as exigência de ambos, o Povo da Palestina terá muito que esperar até ver o seu sonho concretizado.

19 de junho de 2011

À pedrada


Em Viseu, há uns anos, Fernando Ruas incitou a população ao seguir à pedrada, os inspectores do ambiente. Medida perfeitamente desadequada, dirão uns, perfeitamente legitima dirão outros.
Há dias, em Israel, um tribunal condenou um cão à morte, por acreditar que ele era a reencarnação de um advogado, já morto.
Tanto no caso dos inspectores, como no caso do cão, não se concretizaram as ameaças, muito pelo facto de, em ambos os casos, as vítimas terem conseguido dar ao "slide". Porém, no segundo caso, o tribunal pediu às crianças da localidade que ficassem encarregues de executar a sentença, coisa que era impensável acontecer em Viseu.

4 de maio de 2011

Ora aí está uma boa notícia!


Se vai resultar ou não não sei, e creio que ninguém sabe também. Porém, não existem dúvidas que esta reconciliação entre as duas maiores e mais influentes facções da Palestina, é um grande passo na concretização do tão desejado Estado Palestiniano.
Este momento de esperança, obtido muito à custa das cedências que ambas as forças fizeram no sentido de trazerem a paz àquele território tão violentamente disputado, só se justificará caso o Hamas reconheça o Estado de Israel, o que, aos olhos de alguns, será uma tarefa quase impossível, mas também ninguém diria que a U.R.S.S. alguma vez se desintegraria.

7 de dezembro de 2010

Terrorismo florestal


Para nós portugueses, os incêndios que por estes dias têm lavrado em Israel, nada trazem de novo aos nossos olhos habituados que estão ao rasto de destruição que, todos os anos, vão deixando pelo nosso território. A dimensão do sinistro, deixou as autoridades israelitas completamente desnorteadas, muito pela falta de preparação de têm para acorrer a este tipo de situações, mas também porque as condições climatéricas para isso contribuíram. A resposta aos pedidos de ajuda não tardou a chegar, e inúmeros países contribuíram com meios humanos e materiais com vista a suprir as carências que afectam os soldados da paz, muito por culpa do investimento que, quase em exclusivo, é feito para adquirir material que apetreche as forças armadas de um país que sobrevive a ferro e fogo.

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5 de dezembro de 2010

Dias não



Na Costa do Marfim, um derrotado nas urnas, decide manter-se como presidente de um país que governa há vinte anos.
Em Itália, 8 ciclistas são atropelados mortalmente por um condutor louco, sob efeito de estupefacientes.
Em Israel, num incêndio de que não há memória, perderam a vida 41 pessoas e já arderam 5 mil hectares de floresta.
Por cá, nos Açores, em Fajãzinha, ilha das Flores, uma derrocada desalojou 81 pessoas, que permanecem isoladas devido a mau tempo que assola aquele arquipélago.
Por maioria de razão, deveria estar mais solidário com os nossos compatriotas. Contudo, a gravidade de cada uma das situações, coloca-me ao lado deles todos, desejando um rápido restabelecimento da normalidade.

31 de maio de 2010

Efeitos (demasiadamente) colaterais

Todos sabemos que viver em Israel não é tarefa fácil, não só pela vizinhança que os detesta, como também pela forma intransigente com que lidam contra as potenciais, mesmo que hipotéticas, ameaças. É, no fundo, um comportamento que gera comportamento, num país em permanente estado de guerra.
A mais recente intervenção israelita saldou-se em, pelo menos, 19 mortos, o que naturalmente choca qualquer um, tanto mais que se tratava de ajuda humanitária, cujo objectivo seria o de levar essa ajuda ao povo palestiniano. Perante tal manifestação de força, de imediato se levantaram inúmeras vozes de contestação, com ameaças de represálias e "vinganças" à medida.
Obviamente que é condenável toda e qualquer atitude mais violenta. Obviamente que pessoas desarmadas, apenas preocupadas em ajudar humanitariamente quem dessa ajuda necessita, devem ser ajudadas a cumprir a sua missão e nunca impedidas de a concretizar. Mas também é óbvio que todos sabiam o preço que poderiam a pagar por "furar" o bloqueio imposto por Israel, e nem por isso desistiram de prosseguir os seus intentos. Posto isto, e não querendo ser advogado do diabo, não creio que a culpa tenha que ser toda imputada aos agressores, antes preferindo achar que ela deve ser partilhada. Por outro lado se considerarmos que o uso da força, por parte dos israelitas, foi desproporcional, tendo em conta o carácter humanitário dos atingidos, então, à luz do direito internacional, é condenável o uso da força, tanto mais que o ataque ocorreu em águas internacionais e portanto, passíveis de serem utilizadas por qualquer um que se pretenda aventurar por aquelas paragens. Portanto, continuamos perante um conflito sem resolução à vista, manchado vezes demais com sangue de inocentes, mas que só subsiste porque não há vontade política ou porque continua a haver (demasiada) cobertura política.