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4 de maio de 2011

Ora aí está uma boa notícia!


Se vai resultar ou não não sei, e creio que ninguém sabe também. Porém, não existem dúvidas que esta reconciliação entre as duas maiores e mais influentes facções da Palestina, é um grande passo na concretização do tão desejado Estado Palestiniano.
Este momento de esperança, obtido muito à custa das cedências que ambas as forças fizeram no sentido de trazerem a paz àquele território tão violentamente disputado, só se justificará caso o Hamas reconheça o Estado de Israel, o que, aos olhos de alguns, será uma tarefa quase impossível, mas também ninguém diria que a U.R.S.S. alguma vez se desintegraria.

31 de maio de 2010

Efeitos (demasiadamente) colaterais

Todos sabemos que viver em Israel não é tarefa fácil, não só pela vizinhança que os detesta, como também pela forma intransigente com que lidam contra as potenciais, mesmo que hipotéticas, ameaças. É, no fundo, um comportamento que gera comportamento, num país em permanente estado de guerra.
A mais recente intervenção israelita saldou-se em, pelo menos, 19 mortos, o que naturalmente choca qualquer um, tanto mais que se tratava de ajuda humanitária, cujo objectivo seria o de levar essa ajuda ao povo palestiniano. Perante tal manifestação de força, de imediato se levantaram inúmeras vozes de contestação, com ameaças de represálias e "vinganças" à medida.
Obviamente que é condenável toda e qualquer atitude mais violenta. Obviamente que pessoas desarmadas, apenas preocupadas em ajudar humanitariamente quem dessa ajuda necessita, devem ser ajudadas a cumprir a sua missão e nunca impedidas de a concretizar. Mas também é óbvio que todos sabiam o preço que poderiam a pagar por "furar" o bloqueio imposto por Israel, e nem por isso desistiram de prosseguir os seus intentos. Posto isto, e não querendo ser advogado do diabo, não creio que a culpa tenha que ser toda imputada aos agressores, antes preferindo achar que ela deve ser partilhada. Por outro lado se considerarmos que o uso da força, por parte dos israelitas, foi desproporcional, tendo em conta o carácter humanitário dos atingidos, então, à luz do direito internacional, é condenável o uso da força, tanto mais que o ataque ocorreu em águas internacionais e portanto, passíveis de serem utilizadas por qualquer um que se pretenda aventurar por aquelas paragens. Portanto, continuamos perante um conflito sem resolução à vista, manchado vezes demais com sangue de inocentes, mas que só subsiste porque não há vontade política ou porque continua a haver (demasiada) cobertura política.