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20 de novembro de 2012

Vieste tarde

É óbvio que a retoma na nossa economia depende, em grande parte, do desempenho dos jovens quadros qualificados. Porém, como não os temos, porque se viram obrigados a ir embora, vão ser substituídos pelos outros jovens europeus que estão de sobra nos países que mandam na União.

29 de junho de 2011

Políticos de merda


É muito triste quando um povo se apercebe que o seu governo o enganou e se prepara para vender grande parte daquilo que lhe resta, só para poder continuar a respeitar os compromissos assumidos perante a comunidade internacional. Mas também não deixa de ser muito triste que esse mesmo povo consiga viver durante vários anos acima das suas possibilidades, pensando que as dificuldades jamais lhe baterão à porta e que os sacrifícios são coisas para aqueles que ainda assim, se vão esforçando para se manterem à tona da crise, nunca sabendo muito bem se esse esforço alguma vez resultará.

20 de abril de 2011

Trancas à porta


Durante anos, grande parte das instituições do nosso país, viveu de braço dado com um Estado perdulário e pouco eficiente relativamente à fiscalização dos dinheiros que nos chegavam aos milhões da União Europeia para, supostamente, tornar este país mais competitivo e mais preparado para aguentar os embates infligidos pelas mais poderosos do mercado.
Pouco importava a quem o dinheiro era distribuído, da forma que o era e se realmente era devidamente investido. Foi uma altura em que, por exemplo, se pagava para plantar e, meses volvidos, se pagava para arrancar aquilo que meses antes se tinha plantado. Fomos até apelidados de "subsídiodependentes", pois nada sabíamos fazer sem que fosse a troco de algum montante. Essa falta de fiscalização, estendeu-se a outros sectores da sociedade, mais avisados relativamente ao laxismo da máquina do Estado, permitindo-lhes assim amealhar, ilicitamente, grandes fortunas, sempre à custa do pequeno contribuinte.
Agora que chegaram os senhores do FMI, e que é necessário "limpar" a porcaria acumulada durante as duas décadas em que os nossos governantes andaram, em roda livre, a servirem-se do dinheiro de todos, é que se lembraram da necessidade de começarem alargar a tal indispensável fiscalização, começando por tentar impedir, ou limitar, a fraude no Serviço Nacional de Saúde, aquele que alguns desejam ver acabado, talvez por terem consciência de que só assim poderão por fim a um dos maiores sorvedouros de dinheiro da nossa economia, não por culpa dos utentes, mas sim daqueles que o deviam acarinhar mas que não fazem porque a mão que lhes acena, tem muito mais para lhes dar.

18 de abril de 2011

Reformados alvo

 As medidas de austeridade já começam a ser tomadas, desta vez com a proposta lançada pelo FMI ao governo português, com vista ao corte dos subsídios de Natal e de Férias aos reformados. 
Esta é uma medida que coincide com a publicação em diário da república, de um diploma que prevê o  exercício de funções públicas por aposentados, reservistas e reformados, que se encontrem fora de efectividade de serviço.
Coincidência, ou não, o governo está já a preparar-se para colocar os que já dispensou do exercício de funções públicas, entre a espada e a parede. No fundo é qualquer coisa do tipo "ou aceitas regressar, ou então ficas só com a reforma" o que, se bem conheço o português, aceitará com a sua habitual subserviência, o que lhe for imposto, por quem ainda lhes paga.

13 de abril de 2011

Para grandes males....

O mais justo, para Portugal e os para portugueses, era que, aos próximos governantes, fosse vedada a possibilidade de administrarem as contas do Estado, e que essa tarefa fosse definitivamente atribuída a uma troika semelhante àquela que actualmente entre nós se encontra, para avaliar a nossa situação financeira. Dessa forma, relativamente às contas públicas, poderíamos ficar descansados, quanto ao resto, depois se via, mas estou em crer que estaríamos muito melhor se fossem outros a olhar pelos nossos destinos.

11 de março de 2011

A tentação do FMI


Uma das explicações que eu encontro para compreender a actuação dos nossos políticos, face à vinda do FMI para o nosso país, estará no facto de, se isso acontecer, os únicos que têm alguma coisa a recear, são aqueles que, apesar da crise, pouco ou nada perderam e que, em alguns casos, até conseguiram ganhar mais do que aquilo que seria normal.
Para esses, os que engordaram as suas contas bancárias à custa da ineficácia do Estado enquanto regulador do mercado, acredito que a vinda do fundo monetário internacional, teria efeitos catastróficos. Para os outros, aqueles a quem a crise já tudo tirou, nada mais haverá a temer, pois há muito que bateram no fundo, encontrando-se a braços com uma crise de liquidez assustadora.
Por isso, toda essa relutância em abrir portas aos senhores do fundo monetário, só se compreende à luz desse receio, tantas vezes manifestado por quem só se preocupa com os seus investimentos.
Perante tão negro cenário, apetece-me dizer que a ajuda financeira ao nosso país, só tarda pela demora, pois se porventura já cá estivesse, estaríamos todos na mesma situação, cientes de que os sacrifícios são para serem suportados por todos, inclusive, por aqueles que mais beneficiaram com a rebaldaria que desde há muitos anos, aos olhos e com a cumplicidade de todos, se instalou neste país de oportunistas.

27 de dezembro de 2010

Mensageiro da desgraça


Será que alguém incumbiu este senhor de dar as notícias que toda a gente quer, mas ninguém consegue?

24 de novembro de 2010

Quase certo


Quando José Sócrates diz que alguma coisa não vai acontecer, é porque está prestes a concretizar-se. Portanto, se diz que o nosso país não precisa de ajuda externa, é porque a nossa economia está mesmo a bater no fundo e o pedido de ajuda à União Europeia será uma inevitabilidade, de nada valendo o espernear doentio com que continua a querer resistir.

21 de novembro de 2010

Quando a cabeça não tem juízo

Afinal, a nossa situação económica nada tem a ver com o facto sermos grandes gastadores ou de estarmos quase totalmente dependentes daquilo que os outros produzem para nos alimentarmos, ou até mesmo por termos uma das mais elevadas taxas de corrupção da Europa, ou não fossemos nós um pais de contornos quase latino-americano, o que nos coloca no mesmo saco em que se encontram outros que, curiosamente, foram por nós colonizados. A causa de tanto descontrolo e de tanto desvario, tem mesmo a ver com a nossa propensa falta de juízo, que o diga Manuel Jacinto Nunes, o homem que há meio século negociou a adesão portuguesa ao FMI e que hoje disse, que senão nos pusermos a pau, voltaremos a levar com ele, o Fundo Monetário Internacional, entenda-se.

5 de novembro de 2010

A frieza dos mercados

Afinal, tanta esperança que todos depositaram na aprovação do orçamento para agora vir o FMI dizer que  lamenta a falência quase certa de Portugal.
De nada valeram as suplicas de todos os sectores da sociedade para que os partidos se entendessem. 
De nada valeu a correria para acalmar os mercados.
De nada valeram as promessas de que tudo seria diferente com a aprovação de um orçamento que todos consideraram o mais austero desde 1983.
Que corem de vergonha aqueles que contribuíram para que Portugal chegasse ao ponto em que chegou.
Que sejam civil e criminalmente responsabilizados aqueles que trataram do dinheiro público, como se dinheiro seu se tratasse, sem cuidarem pela sua correcta aplicação.

3 de novembro de 2010

Mas porquê?


Se o governo procurou desesperadamente um acordo com o PSD para garantir a aprovação do OE para 2011 e se, com esse acordo, perdeu 500 milhões de euros de receita que esperaria arrecadar, e que agora pretende recuperar através de uma errata no montante de 831 milhões de euros, então porque motivo é que fez um acordo, se sabia de antemão que ele não serviria?

27 de abril de 2010

Aqui D'el Rey


Já não ouvia falar de bancarrota desde que, em 1978, Mário Soares, enquanto primeiro-ministro, se viu na contingência de pedir a intervenção do FMI. A partir daí o nosso pequeno país viveu em constante sobressalto financeiro. As crises sucediam-se e o arranque rumo ao crescimento económico tardava em chegar. Hoje vivemos um clima semelhante, embora com a rede da união a que pertencemos e nos ampara nos momentos de maior aflição e que invariavelmente se traduzem numa recorrente necessidade de aumentar as receitas do Estado à custa da penalização fiscal do pequeno e médio trabalhador.
É deprimente viver num país onde o esforço para salvar as contas públicas tem que ser feito sempre por quem nunca conheceu outra forma de vida, que não fosse a de privação e de poupança e nunca por aqueles que aproveitam a nossa habitual parcimónia para receberem milhões de euros, com o argumento de que os bons profissionais devem ser muito bem pagos para que não "fujam" para o estrangeiro. Perante esta dura e incontornável realidade, todos os sectores da sociedade clamam por um entendimento suprapartidário com o objectivo único de fazer frente aos que vaticinam um futuro negro para a economia do nosso país. Desta feita, reunem-se os líderes das forças políticas que habitualmente nos governam, ou seja, os líderes dos partidos que têm conduzido os destinos de Portugal desde 1976 até aos nossos dias.