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11 de abril de 2011

Em nome da transparência


Para quem não queria nada com os partidos políticos, chegando mesmo manifestar-se deveras preocupado com a imagem que projectavam da democracia, até que nem demorou muito a aceitar um cargo partidário.
Será que o convite formulado por Passos Coelho a Fernando Nobre, paladino da transparência, tem alguma coisa a ver com a mudança de mentalidades que o proto-candidato a primeiro-ministro pretende impor na próxima classe dirigente do nosso país, ou foi mais um exemplo do tipo "olha para o eu digo e não para o que eu faço"? Se for este último até fico mais descansado, porque assim, chego à conclusão que a candidatura de Fernando Nobre à Presidência da República, foi um fait-divers que visava fragilizar as candidaturas de esquerda e assim pontenciar a de Cavaco Silva. Como resultou, eis que veio agora o pagamento.

31 de outubro de 2010

Ora bolas


Claro que fica sempre mal a um candidato a qualquer cargo, quanto mais quando se trata de um candidato à presidência da República, não pagar a renda da sede de campanha. Não creio que tenham sido as forças da oposição a denunciar o caso à comunicação social, assim como também não creio que haja qualquer dificuldade em saldar a dívida por parte de Fernando Nobre, até porque estou profundamente convicto de que tudo se tratou de um lapso talvez motivado pela azáfama própria de quem se entrega com a convicção à causa republicana. O que eu acho é que, para quem espera granjear a simpatia de um eleitorado indeciso, cansado de políticos já conhecedores dos cantos à casa, não se pode dar ao luxo de se esquecer de coisas tão elementares, sujeitando-se às consequências que tão inusitada situação pode trazer à sua credibilidade.