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20 de março de 2013

Pois não, mas....


Em última instância e depois de devidamente analisado, o desemprego, tal como refere Carlos Moedas, poderá não ter sido criado por este governo. Mas de uma coisa ele não se pode livrar, foi a de não ter sabido criar as condições necessárias à sua criação, para inverter a tendência de subida daquele flagelo social, antes preferindo agravá-lo com políticas feitas à medida da srª. Merkel.

19 de maio de 2012

Portugal vence luta contra o desemprego


A julgar pelo ritmo a que os nossos desempregados abandonam o país, fruto das políticas de incentivo promovidas pelo governo, qualquer dia não temos desempregados em Portugal, o que não deixa de ser uma boa noticia, pelos piores motivos.

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3 de maio de 2012

Niguém quer ser pobre

Até há bem pouco tempo, as mulheres só abortavam por capricho, violação ou malformação do feto. Agora, para além dos motivos referidos, o desemprego tornou-se num outro motivo para que os números de interrupção de gravidez tenham aumentado exponencialmente no nosso país. Dito isto, fico com a ideia de que ninguém está na disposição de trazer filhos ao mundo sem que existam garantias de que eles podem viver sem sacrifícios. A pensarem assim, e sem que do Estado haja um sinal de que as condições vão melhorar, cada vez mais caminhamos para uma sociedade onde apenas os mais favorecidos poderão viver e, por consequência, onde não haverá lugar para os pobres, ao contrário da sociedade que os nossos avós nos deixaram onde, apesar da fome, raros eram aqueles que não tinham uma prol de filhos.

14 de agosto de 2011

Um destes dias...


Poul Thomsen, considerou que a taxa de desemprego jovem em Portugal atingiu níveis insustentáveis. Mas o desemprego jovem não é um mal unicamente português, pois afecta a quase totalidade dos países europeus e outros tantos do mundo, sobretudo aqueles em que o avanço da tecnologia delegou para segundo lugar o interesse pelo trabalho humano.
A solução para esse grave problema não está unicamente na criação de empresas competitivas, até porque essa competitividade resulta em grande parte da diminuição dos custos da produção e na reflexão desses custos no produto final, pois quanto menos custar a produzir, mais barato fica para vender. Sabendo nós que, quanto mais bem apetrechada tecnologicamente estiver um empresa, menos mão de obra necessitará, pois as "máquinas" facilmente substituem o ser humano e têm a vantagem de, ao contrário do comum trabalhador, nada mais exigirem para além da alimentação eléctrica e da manutenção regular, então será fácil concluir que o desemprego jovem não diminuirá, antes pelo contrário, terá tendência para aumentar e de forma perigosa. 
Ora, sabendo nós, pela história, que os jovens são o motor das revoluções, não são de admirar estas cada vez mais frequentes manifestações de descontentamento que todos os dias nos vão entrando pela "porta" dentro. São sobretudo jovens descontentes e desempregados, deslocados e enviados para programas de reabilitação e reinserção social que mais aparecem como protagonistas desses momentos de destruição e violência. São eles os frutos de uma sociedade que cada vez mais busca o lucro, as facilidades do lucro e a não distribuição do lucro. A desigualdade na repartição dos rendimentos, é a imagem de marca desta sociedade totalmente dependente do crédito e refém de quem o concede. Por tudo isso, e tendo conta que não se avizinham melhorias na relação com os empregadores e os (des)empregados, estou em crer que atrás destas manifestações de descontentamento outras virão, com mais intensidade, e perante as quais as forças da ordem pouco ou nada conseguirão fazer, desacreditados que estão aqueles que pretendem defender.

11 de maio de 2011

Desemprego com fim à vista


De acordo com a notícia veiculada pelo I, estima-se que, dentro de um século, a população portuguesa será de seis milhões almas. As causas de tal decréscimo têm a ver, por um lado, com o desalento dos jovens em idade activa, que não têm possibilidades de emprego neste país, e que optam por dele sair em busca de melhor sorte, e, por outro, com o envelhecimento da população.
Perante tão negro (e agradável) cenário, basta aos nossos governantes nada fazerem para inverterem a situação, mantendo as actuais políticas de emprego e declararem que, afinal, o "cheque bebé", não passou de uma falácia, com o único objectivo de manterem os portugueses entretidos, sem pensarem na crise.

28 de abril de 2011

A tirania das máquinas


Todas as máquinas surgem para facilitar a vida aos humanos, ou a "necessidade não aguçasse o engenho" como diz o povo. São, sem dúvida, um extraordinário meio auxiliar na realização de inúmeras tarefas, libertando o homem para desempenhar outras tarefas, as quais, mais tarde irá, de novo, abandonará, até ao ponto de não necessitar de realizar outra tarefa para além do simples prazer de gozar a vida e tudo aquilo de bom que ela nos pode dar.
Mas as coisas, afinal, não foram assim tão boas para os humanos, ou pelo menos para a maior parte deles. As máquinas que, supostamente, surgiram para lhes facilitarem a vida, são agora, e sempre, o seu maior concorrente. Desempenham todas as tarefas sem pestanejar, sem barafustar, sem...parar, tornando-se assim, num apetecível investimento para quem quer, unicamente para si, o usufruto da totalidade dos lucros dessa eficiência. 
Os humanos são, assim, dispensados de realizarem as tarefas mais básicas. São facilmente substituídos pela vontade do lucro e colocados à margem desse ideal de sociedade que vive à custa das máquinas.
O que aconteceu com os Portageiros da A8, também já aconteceu aquando da Revolução Industrial, no séc. XIX. Nessa altura, também os trabalhadores destruíam a maior ameaça à sua empregabilidade e à segurança das suas famílias e davam início a uma luta sem fim à vista.

24 de dezembro de 2010

Perigosa evolução


Se o Estado não necessitasse urgentemente de dinheiro, não estaria tão preocupado em acelerar a cobrança das multas de trânsito.
De 3 meses, passou para 5 dias o tempo de processamento da contra-ordenação, muito a custo de um investimento em tecnologia adequada à função. O resultado mais imediato de tal "evolução" traduz-se na libertação de mão-de-obra para outros departamentos das polícias onde, porventura, o efectivo é mais necessário.
Na prática significa que a máquina é muito mais eficaz do que o homem, coisa que já se sabia, e ainda por cima que não se queixa, não recebe ordenado, não tem férias nem família o que muito satisfaz quem tem que se preocupar em pagar essas despesas, na certeza de que, a partir dali, não voltarão acontecer. Esse é aliás o objectivo final de quem dedica a sua vida a ganhar cada vez mais dinheiro, sem cuidar da estabilidade social e emocional dos seus trabalhadores e dos seus familiares. A vã tentativa de combater o desemprego, esbarra na necessidade de, cada vez mais, sermos obrigados a dependermos da tecnologia, usando-a como muleta para vivermos nesta sociedade em que apenas se valoriza o produto final, a forma como se apresenta e aquilo que para o todo representa.
Dúvidas não há relativamente à necessidade de haver quem compre aquilo que outros vendem. Só assim se compreende um sistema cujo principal motor é o mercado e as trocas que gera. Se todo ele entrar em colapso, o que obviamente não se deseja, todos procurarão a tal estabilidade que só a tranquilidade social proporciona e o dinheiro consegue comprar. Enfrentarão todos os desafios para não perderem direito que têm à dignidade que, constitucionalmente, lhe é reconhecida.
Prevendo isso tudo isso, não acho que a supressão de mão-de-obra, a troco do aumento de produtividade e do crescimento dos lucros, seja um caminho a seguir. Torna-se necessário reflectir acerca da velocidade com que queremos libertar o ser humano do trabalho que o prende mas ao mesmo tempo liberta.

17 de dezembro de 2010

Pau de dois bicos



Pelo menos, 50% da indemnização devida aos trabalhadores despedidos, será suportada por um seguro especificamente criado para o efeito por quem os contrata. O Estado consegue assim aliviar para metade o esforço das empresas no que toca ao montante da indemnização. Com esta medida, já os patrões podem aumentar, se quiserem, o salário mínimo para a extraordinária quantia de 500 euros mas, por outro lado, também podem despedir o trabalhador, sem que para isso tenham que suportar a totalidade dos custos.

29 de setembro de 2010

O exemplo deveria vir de cima

Se a falta de funcionários nas escolas é recorrente e se o Estado é mais do que conhecedor dessa situação, não consigo aceitar, apesar de compreender, que sejam contratados auxiliares a 3 euros à hora a fim de suprirem as carências de recursos humanos nas unidades de ensino.
Não seria mais lógico que o Estado, como pessoa de bem que é, acolhesse nos seus quadros, profissionais que, em permanência, se ocupassem dessas tarefas em vez de, todos os anos, andar à cata de pessoas que, pela sua condição, se contentam com qualquer ocupação, mesmo que miseravelmente paga? Pois certamente que sim, mas nesse caso já os srs ministros, teriam que se privar de mais uma ou duas secretárias de gabinete, de mais um ou dois telemóveis ou até de meia dúzia de cartões de crédito com plafond ilimitado e, quem sabe, de mais uma ou duas viaturas topo de gama. Isso sim, seria uma verdadeira chatisse.

28 de abril de 2010

Os pobres que paguem a crise

Perante a crise, e como contributo para a sua resolução, a CIP propõs a redução do subsídio de desemprego. A preocupação dos patrões não é, como aparentemente se poderia pensar, combater o absentismo, mas sim impedir que o salário mínimo se mantenha, segundo eles, nos níveis incomportáveis em que se encontra, ou seja, impedir que os trabalhadores desempregados
consigam, através daquele subsídio, ganhar mais do que se estivessem a trabalhar, o que para os patrões é uma autêntica vergonha.