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16 de março de 2013

A obsessão pelos números


A receita do ministro Gaspar para recuperar o atraso endémico do nosso país é, de facto, a mais correta! Apenas um reparo terá que inevitavelmente ser feito. O homem não contabilizou as privações que tal receita iria trazer à vida de muitos milhares de portugueses, mas nem tinha que o fazer, porque essa é uma preocupação do primeiro-ministro, pois é a ele que cabe avaliar se o bem-estar do seu Povo, está ou não a ser prejudicado com a execução das suas políticas.

10 de maio de 2012

Quando o mar bate na rocha....

A história é sempre mesma! Com o agravar da crise, as famílias mais carenciadas perdem a possibilidade de continuarem a pagar os estudos das crianças, as quais, sem terem a possibilidade de estudar, são obrigadas a trabalhar para engordar um pouco mais o já magro orçamento familiar. Depois, quando já forem adultos, não são suficientemente qualificados para se candidatarem a um emprego mais bem remunerado que lhes permita, entre outras coisas, dar aos filhos uma educação melhor do que aquela que receberam fruto da insensatez de quem governa ao sabor da crise e sem os olhos postos nas gerações futuras.

26 de abril de 2012

Uma questão de imagem


Já que nos furtámos ao desafio de sermos competitivos pela originalidade e qualidade dos nossos produtos em benefício dos mercados emergentes, tão cobiçados e desejados, ao menos que nos tornemos atrativos por sermos um dos países europeus onde pior se paga aos que trabalham.

18 de abril de 2012

País depressivo

A prova de que a crise que o país atravessa influencia negativamente os comportamentos dos que se encontram no seu epicentro, está na vontade que os psicólogos, reunidos em congresso, têm demonstrado em serem um "porto de abrigo" para todos os afetados pela situação que país atravessa.
Segundo Telmo Mourinho, um dos pontos a debater será a forma como todos poderão aceder "a melhores cuidados em termos de saúde mental e de consultas" o que nos poderá levar a concluir que em vez de andarem para aí a manifestarem-se, feitos doidinhos, contra a obsessão do executivo em equilibrar as contas públicas e as dos seus companheiros, correligionários e amigos, vão mas é ao médico e verão que tudo não passa de uma grande ilusão, alimentada por aqueles que apenas querem viver com alguma dignidade e que, por um pouco, são iguais aos comunistas, os mesmos que há 40 anos davam injeções por detrás das orelhas dos velhinhos para que eles não fosse um fardo para o sistema.

8 de fevereiro de 2012

Assumidamente piegas

Por muito que nos tenha custado a todos, o primeiro-ministro mais não disse do que a verdade sobre nós próprios. De facto, somos um Povo sofrido e lamechas. Sabemos que durante toda a nossa história, sempre fomos mais dominados do que dominadores. Sempre fomos donos do nosso destino pelas piores razões, pois nunca tivemos um Estado que soubesse como nos conduzir ao progresso e ao verdadeiro desenvolvimento.
Somos um Povo que vive na sombra e à sombra de um passado glorioso que fez de nós donos de metade do mundo, e que agora nos sujeitamos às regras daqueles que aproveitaram a nossa coragem e ousadia.
Não soubemos administrar, em proveito próprio, as riquezas que conquistámos, quase sempre com a nossa humildade e simpatia. Todos os territórios que administrámos, foram o espelho da nossa bravura, do nosso empreendedorismo e da nossa enorme capacidade de adaptação. Criámos belas cidades, verdadeiramente cosmopolitas, que rivalizavam com qualquer cidade europeia, enquanto que na metrópole, aquela onde ficaram as nossas raízes, o Povo continuava a definhar na lama da pobreza com que os nossos governantes achavam que nos deveriam tratar. "Livro-vos da guerra mas não da fome", já dizia Salazar, ele próprio um português beirão, pouco dado a viagens e a extravagâncias próprias de quem, já na altura, armazenava uma das maiores reservas de ouro do mundo, enquanto o Povo se lamentava.
Custa-me aceitar que tenhamos sido ruinosamente regidos pelos ingleses, abusivamente desgovernados pelos espanhóis, e escandalosamente reprimidos por uma ditadura que durou 41 anos, mas com qual ainda nos identificamos.
Claro que somos piegas, amigos do fado e do fardo, amantes do biscate e do desenrasque, amigos do copo e do tapa, companheiros no jogo e na tasca. Somos vaidosos e vistosos, egoístas e malabaristas, capazes de resolver qualquer situação, menos a nossa, sempre à espera do ensinamento dos outros, como se não tivéssemos a responsabilidade de sermos um Povo, com capacidade para liderar o nosso próprio destino.
Custa-me aceitar que o compromisso para com o nosso desenvolvimento e a crítica para com o nosso entorpecimento, só surjam quando, nada mais temos, para além de anos de privação.
Custa-me aceitar que, como Povo, apenas nos resta ganhar, gastar e esperar por alguém que nos obrigue a parar, para de novo aprendermos a projetar, a programar e a encarreirar.

31 de agosto de 2011

Cortar depressa e a direito

A facilidade com que o governo vai anunciando novos cortes na despesa, menos apoios sociais e novos aumentos dos impostos é tão grande, que até parece que não vive ninguém neste país. 
A caminharmos a este ritmo, em pouco tempo nada existirá para dar aos mais necessitados, porque, tirando um ou outro caso, poucos conseguirão resistir a tantas medidas de austeridade, que somente visam prejudicar aqueles que, ainda assim, vão conseguindo obter algum rendimento.

21 de julho de 2011

Paulo, onde estás?

É uma pena que nestes momentos de privação, em que o custo de vida aumenta sem contemplações ou contenção, obrigando todo um povo a privar-se de ter uma vida que lhe dê algo mais do que o discurso da crise, não tenhamos entre nós, em constante alerta perante as medidas punitivas de um governo que só quer tentar governar, um Paulo Portas como aquele que, até chegar ao poder, não se cansou de clamar por mais justiça social, por mais agricultura, por mais indústria naval, enfim, por mais do que aquilo que neste momento supostamente ignora, não fosse a sua visita a Angola estar suficientemente atarefada com a projeção de alguns sectores, mais saudosistas direi, da economia social (ou da sociedade económica) nacional.

29 de junho de 2011

Políticos de merda


É muito triste quando um povo se apercebe que o seu governo o enganou e se prepara para vender grande parte daquilo que lhe resta, só para poder continuar a respeitar os compromissos assumidos perante a comunidade internacional. Mas também não deixa de ser muito triste que esse mesmo povo consiga viver durante vários anos acima das suas possibilidades, pensando que as dificuldades jamais lhe baterão à porta e que os sacrifícios são coisas para aqueles que ainda assim, se vão esforçando para se manterem à tona da crise, nunca sabendo muito bem se esse esforço alguma vez resultará.

7 de maio de 2011

Mau estar contagiante


O Benfica está em crise, assim como o país também está em crise!
Se forem, como dizem, realmente seis milhões, então os benfiquistas representam cerca dois terços da população portuguesa, o que por si só, nos poderá levar a algumas conclusões. 
O Benfica confunde-se com Portugal. É um clube português, um clube que foi, e continua a ser, transversal a toda a sociedade. Foi com ele, e através dele, que o Povo se alegrou e motivou no tempo ditadura e da democracia. Moveu massas e reúne multidões. Ainda hoje alimenta paixões e discussões, vitórias e frustrações. É um Clube de sensações, de emoções e de milhões, que ainda não se adaptou a jogar num mundo onde a razão supera o coração. E bem sabemos como é, quando o coração nos tolda a razão e nos leva, muitas vezes, a acreditarmos na nossa invencibilidade e a nos esquecermos daquele toque de frieza que podemos e devemos dar em determinados momentos da nossa vida, só para termos a certeza de que ainda conseguimos mostrar e manter a nossa respeitabilidade.
Tal como o país, também o Benfica está a necessitar de uma troika, não igual à do seu mais directo rival, mas uma semelhante, com tão bom ou melhor grau de eficácia, que desperte nos seus, adeptos, dirigentes e jogadores, um compromisso para com o clube e para com o país, de forma a que um motive o outro e vice-versa.

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30 de março de 2011

Remedeios


Quando alguns políticos, acham que não existem políticos capazes de resolver os problemas criados por outros políticos, a solução passa, invariavelmente, pela criação de um Governo de Salvação Nacional que, no fundo, é um grupo de políticos que entretanto se reformara, sem que tivessem sido capazes de solucionar os problemas que eles próprios geraram e cuja resolução remeteram para aqueles que, orientados por eles, alcançaram o poder, sem que os tenham conseguido resolver.
Por essa via, o tal Governo de Salvação Nacional, apenas procurará consciencializar os políticos mais novos de que, apesar de terem sido cometidos erros graves contra a sustentabilidade do Estado Social e de Direito, ainda assim nada há a temer, pois a simples criação desse governo é suficiente para os ilibar de uma qualquer responsabilidade que lhes venha a ser imputada, ou não fossem os seus membros os mais influentes políticos do país e decanos na arte de governar.
Por outras palavras, o mesmo será dizer que nada ficará como dantes mas também nada mudará para melhor, pois apenas será dada alguma folga, até que os actuais candidatos a governantes se recomponham e prossigam com as suas aventuras.

15 de março de 2011

À espreita


Mal surgiu a oportunidade, logo aparece uma óptima solução para diminuir a máquina do Estado a qual, apesar de não resolver nada, tem o mérito de, pelo menos ser exequível. 
Claro que não é inocente este avanço que o CDS pretende dar em relação ao PSD, antes será um convite dissimulado ao maior partido da oposição que, como se vê, ainda não está preparado para governar, quanto mais sózinho.
É uma solução ousada, e até oportuna, mas só possível de ser lançada por um partido que apenas será poder a reboque do PSD.
Se é exequível ou não, só depende da vontade dos próximos inquilinos de São Bento, mas estou em crer que é possível de concretizar, bastando para isso que, numa primeira fase, sejam dispensados os muitos "penduras" que pululam pelos vários organismos do Estado, à espera do momento certo para levantarem a bandeira em nome, ou defesa, de um partido que os lá mantém.
Mas pronto, apesar de ter tudo para resultar e, principalmente, de ser estranhamente funcional, talvez alguns dos políticos de carreira nela encontrem o princípio daquilo que poderá vir a ser o Estado ideal para o nosso país, e se deixem de acusações mútuas, como se fossem miúdos a brincarem com a paciência, e o dinheiro, de quem ainda vai conseguindo assistir a estes joguinhos de interesses, em que todos teimam em manter as posições “clubísticas”, que só têm levado este país à miséria.

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3 de março de 2011

Não era preciso ir a correr falar com a patroa....

 
Quanto a coisa está má, lá vai Sócrates a correr para os braços de Merkel, pedindo-lhe que seja ela a dizer a verdade aos portugueses, uma vez que ele, como primeiro-ministro, não tem coragem para o dizer, isto claro, a julgar pelas nas recorrentes declarações que faz à Nação, onde nunca admite estarmos tão mal quanto aparentamos estar.
Desse modo, e porque lhe falta legitimidade moral para nos dizer que o laço está a apertar cada vez mais ou, como dizia o outro, "com a cara encostada à parede" vai fazer choradinhos para o regaço da chanceler a pedir-lhe que seja ela a dizer aos portugueses que as medidas de austeridade impostas, apesar de correctas e corajosas, ainda são insuficientes, o que por outras palavras quer dizer, que poderemos contar com mais algumas restrições ao nosso parco orçamento, sem que da parte dos políticos venha algum sinal de contenção nas despesas, antes pelo contrário.

16 de fevereiro de 2011

O Governador do Banco de Portugal confirma que o nosso país já está em recessão

Imaginem que não nos diziam nada e andávamos para aqui todos enganados, a pensarmos que podíamos pedir empréstimos à doida, a utilizarmos o cartão de crédito sem controlo, a fazermos viagens para todo o lado, sem nos preocuparmos com a prestação devida. Enfim, a fazermos vida de ricos sem sequer termos dinheiro para fazermos cantar um cego.

28 de dezembro de 2010

E agora, qual vai ser o desfecho?


Enquanto a generalidade dos portugueses se vê obrigada a pagar os desvarios orçamentais do Estado, há gestores de algumas das nossas queridas empresas públicas, tipo CP, Metro e Refer, que fazem aplicações financeiras com dinheiro que, supostamente, deveriam entregar aos cofres públicos, conseguindo dessa forma obter rendimentos não declarados e dos quais se aproveitarão em benefício próprio. Só de retorno nas aplicações financeiras que efectuou, a CP encaixou 2 milhões de euros e não os entregou, como deveria, aos cofres do Estado, quanto mais não fosse para diminuir os milhões de prejuízo que todos os anos acumula, seja por prestar um serviço tão essencial como o dos transportes ferroviários, seja por aumentar escandalosamente o vencimento dos seus gestores.

3 de dezembro de 2010

Regras de excepção


Excepcionalmente, o governo português decidiu voltar atrás nos cortes de 15 por cento que havia decidido fazer nos custos operacionais dos hospitais EPE, não por falta de solidariedade com os demais portugueses afectados pelas medidas de austeridade, mas tão só porque alegadamente esses cortes prejudicariam o funcionamento daqueles estabelecimentos hospitalares. Ao mesmo tempo, mas mais para o meio do Atlântico, o governo regional dos Açores decidiu compensar os funcionários públicos daquele arquipélago em igual montante ao que lhes for retirado por via da aplicação dos cortes salariais impostos para o ano de 2011 a todos os funcionários  do Estado, que aufiram montantes superiores a 1500 euros mensais.
São bonitos estes gestos compensatórios da administração central e regional do Estado. Numa altura em que  são pedidos sacrifícios a todos os portugueses, é sempre bom saber que, apesar da crise, ainda existem alguns que conseguem  preservar incólumes os seus rendimentos, um pouco na linha  seguida pela União Europeia, em que alguns estados membros são mais beneficiados que outros, em função da  perícia com  que executam o seu orçamento.

24 de novembro de 2010

Quase certo


Quando José Sócrates diz que alguma coisa não vai acontecer, é porque está prestes a concretizar-se. Portanto, se diz que o nosso país não precisa de ajuda externa, é porque a nossa economia está mesmo a bater no fundo e o pedido de ajuda à União Europeia será uma inevitabilidade, de nada valendo o espernear doentio com que continua a querer resistir.

19 de novembro de 2010

Terra de muito banco, terra de pouco dinheiro

O presidente do Fundo de Estabilização Financeira Europeu disse hoje numa entrevista ao diário francês Le Monde que os bancos portugueses são "muito sólidos" e que a situação nacional é "muito diferente" da irlandesa.

Pudera, com lucros de 4 milhões por dia, qualquer banco português faz boa figura perante todos os seus congéneres europeus. Preferível seria dizer, que os bancos portugueses, apesar de conseguirem 4 milhões de euros de lucros por dia, deles abdicaram para ajudarem a diminuir a dívida pública do Estado português, impedindo assim que os seus clientes, mais necessitados claro, fossem tão penalizados como foram, pelo aumento da carga fiscal, que inevitavelmente acabou por lhes cair em cima.