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7 de janeiro de 2011

Perspectivas


Para que não hajam dúvidas, os portugueses terão que escolher entre um candidato que não se deixa intimidar com as acusações de que é alvo e, melhor do que isso, decide quando e como deve falar acerca do que quer que seja, e entre um candidato que parece não ter encontrado nada mais com que incomodar o ainda presidente da república, para além das acções da Sociedade Lusa de Negócios, dona do B.P.N., frustradas que foram as tentativas para o colarem ao regime de Salazar, ou muito simplesmente, à criação das E.P.E ou até ao facto de manter na comissão de honra da sua candidatura, antigos colaboradores seus que estão implicados em alguns dos escândalos financeiros que ultimamente ocorreram no nosso país.
Quando tudo isto não é suficiente para desacreditar um candidato, que aparentemente consegue granjear  a simpatia do povo, então estará perdida a corrida de Alegre a Belém.

30 de dezembro de 2010

O que é que cada um pode fazer pelo país?


Foi por demais evidente, a simpatia de Cavaco Silva por economia livre e aberta, em simbiose quase perfeita dos interesses do Estado com a eficácia dos privados. Manuel Alegre defendeu intransigentemente o estado social e a sua contribuição inequívoca para a manutenção da estabilidade, dando sempre prioridade ao respeito pelos princípios que norteiam um Estado que se pretende eficaz, responsável e coerente na prossecução das funções públicas.
Quanto a Cavaco, não se antevêem grandes dificuldades na concretização das suas políticas porque, em tempo de vacas magras, é importante que um país mantenha um mínimo aceitável de actividade empresarial, que só subsistirá, nos dias que correm, com o recurso a cada vez maior as cortes nas regalias dos seus trabalhadores.
Manuel Alegre, defende como pode o seu ideal de socialismo, ora pendendo para a esquerda mais dura do Bloco, ora para a esquerda light do  PS. As suas ideias são nobres e bastante úteis para prevenir convulsões entre classes e para manter a dignidade do povo um pouco mais afastada das ruas da amargura. É um óptimo projecto de Estado este defendido pelo candidato Alegre, mas será ele realmente exequível, ainda por cima numa altura em que, cada vez mais se pedem sacrifícios a quem por norma já é sacrificado e que se vê obrigado a trocar o seu trabalho pela quase esmola do patrão?
Precisamos, tanto de um como de outro, mas todos sabemos que, por muitas boas intenções que abundem nos seus programas, nenhum deles se poderá substituir a quem governa efectivamente.

15 de dezembro de 2010

Rabos de palha


Numa altura em que se contam espingardas para mais uma batalha eleitoral, o silêncio de Oliveira Costa perante o tribunal foi acolhido com agrado, especialmente pela candidatura de Cavaco Silva, não fossem elas ensombrar a campanha daquele que nele confiou para secretário de estado.

26 de outubro de 2010

O trunfo de Cavaco

I
Se quando Cavaco Silva anunciar a sua recandidatura a Belém, o impasse que se instalou sobre Orçamento do Estado estiver ultrapassado, será óptimo porque assim, sempre poderá dizer que foi o seu esforço que contribuiu para o entendimento entre a oposição e o governo. Se, por outro lado, as negociações sobre o orçamento, não tiverem o resultado que a maior parte classe política anseia, Cavaco Silva sempre poderá dizer que se esforçou ao máximo para que o desfecho não fosse esse, mas que o país poderá continuar a contar com ele, como, diz ele, sempre aconteceu desde que, em 2006, sucedeu a Jorge Sampaio na Presidência da República.

9 de outubro de 2010

Uma maioria, um Governo, um Presidente


Com a anunciada demissão do nosso primeiro, aos poucos toma forma a tão desejada trilogia social democrata. Cabe ao Presidente da República assegurar o normal funcionamento das instituições democráticas, assegurando assim, pela via parlamentar, a constituição de um novo governo, constituído apenas por aqueles cujo curriculum considerará à altura de tão espinhosa tarefa. Depois virá a tão temida estabilidade democrática, sinónimo de contenção, rigor, transparência, progresso e desenvolvimento, que irá conduzir o nosso país aos caminhos do crescimento e do reconhecimento internacional.

10 de junho de 2010

Também concordo


Das comemorações do 10 de Junho, Henrique Raposo, deu especial destaque ao facto de Cavaco Silva ter chamado os veteranos para integrarem o desfile. Partilho da mesma opinião, até porque sou filho de um ex-militar do ultramar que, tal como tantos outros, acreditou até ao último minuto que Portugal era muita mais do que este pequeno rectângulo à beira mar plantado e por isso mesmo ter dado os seus melhores anos a uma causa que muitos consideraram perdida. Apesar de, com a Revolução de Abril, terem aparecido alguns que repudiaram a presença portuguesa em África, é meritório dar àqueles que combateram naquele continente, a dignidade que conquistaram no ultramar em defesa dos ideais da nação que, naqueles anos, juraram defender até com a própria vida, independentemente de, à luz de novas políticas, ter sido considerado um erro.

7 de junho de 2010

Salazarices

As mais recentes declarações de Cavaco Silva, fizeram eco, sobretudo, junto dos operadores turísticos portugueses que as considerou de extrema importância para a sustentabilidade do sector em Portugal. 
Não me parece que esse apelo seja tão acatado como seria desejável pelos portugueses, uma vez que somos um povo que, por exemplo, em vez de se preocupar com os eleitos, aproveita o dia das eleições para ir passear com a família, não sendo por acaso, que a abstenção é o maior partido português. Mas mais curioso ainda, é o facto de o nosso presidente parecer estar a querer trilhar o caminho de um outro economista que governou o nosso país durante mais de 40 anos e que apenas dele saiu uma só vez e para ir, imagine-se, à vizinha Espanha.

28 de maio de 2010

E se Sá Carneiro ainda vivesse?


A prova de que Cavaco Silva não teme as consequências da sua decisão sobre uma matéria tão sensível como o casamento gay, está precisamente na opção em promulgar a lei que o autoriza. Confesso que, perante a forma quase servil com que recebeu o Papa Bento XVI, não me espantaria que por ele fosse vetada uma das leis que mais dividiu os portugueses nos últimos tempos. Não creio que a sua actuação fosse a de ceder à tentação de piscar o olho a uma esquerda laica, com o objectivo de alcançar uma vitória nas próximas eleições presidenciais, nem tão pouco acredito que o seu objectivo fosse o de azedar as suas relações com a direita conservadora e com a igreja de que tanto gosta. Apenas terá chegado à conclusão, que não valeria a pena tentar impedir o inevitável evoluir de uma sociedade que se diz e quer ser progressiva e europeia. Curiosamente, no meio de todo este divergir de opiniões, os que mais criticam a decisão, são aqueles que mais se reveêm em Sá Carneiro, curiosamente um dos mais progressistas políticos do nosso país, nada dado a essas coisas da moral cristã ou da inquebrantável natureza do casamento católico. 

21 de abril de 2010

Há sempre um Plano B


Com o novo líder do PSD, as coisas parecem ser bem mais fáceis de gerir, tanto para o ainda primeiro-ministro, como para o próprio presidente da república. As propostas para uma governação mais assertiva e coerente têm sido (bem) aceites pelo partido que governa, apesar de não ser essa a imagem que pretendem ver passada para a opinião pública. Passos Coelho aparece assim como a consciência de Sócrates, fazendo-o reflectir e inflectir, perante a sobriedade das propostas por si apresentadas quanto às medidas a adoptar para relançar a economia portuguesa, sem prejudicar em demasia os contribuintes. Quanto à magistratura de influência exercida por Cavaco Silva, na tentativa de serenar os ânimos constantemente exaltados dos parlamentares e que inexoravelmente aumentam o sentimento de desconfiança da sociedade, convém salientar que, apesar de ser sempre bem-vinda, é representativa da capacidade que o mesmo para gerir as prioridades com que devem ser encaradas as políticas em tempos de crise o que, provavelmente para um poeta não seria tarefa fácil

29 de março de 2010

Aviso à navegação


Apesar de tudo, e para desgosto dos militantes mais pessimistas, Cavaco Silva avisou o novo líder do PSD acerca da tranquilidade institucional de que o país necessita para ser defendido perante o estrangeiro. É o interesse nacional acima de qualquer interesse politico partidário, tal como também é puramente nacional o interesse que o PR tem em ter uma base de apoio bastante alargada, de preferência com o PS, ou parte dele. Aquela que não se revê na base de apoio mais à esquerda de Manuel Alegre.
Cavaco Silva surge assim como defensor da estabilidade do país, desde que essa estabilidade lhe garanta a sua continuidade.

27 de março de 2010

Suavemente

Com a vitória mais do que expressiva de Pedro Passos Coelho, poderá estar criada a verdadeira dor de cabeça do Partido Socialista. Os 61% obtidos pelo novo líder do PSD, significam, antes de mais, que o partido laranja está a ficar preparado para ser uma verdadeira alternativa de governo. Passos Coelho frisou não ser sua intenção andar com José Sócrates ao colo, mas que se prepare o PS para uma oposição responsável, o que por outras palavras poderá querer dizer, um oposição cujo principal objectivo é arredar o PS da governação, com vista a restituir aos portugueses um país onde seja agradável viver. Por tudo isso, a reboque da agenda politica não andará, antes será ele próprio a marcá-la, sem a anuência de Cavaco que vê, a partir de agora, e como bem disse Daniel Oliveira, fugir-lhe o controle que exercia sobre o PSD.

1 de março de 2010

Pior do que decidir mal é não decidir.

I lançou a pergunta e as respostas são muitas. Desde o Sim, passando pelo Não Sei e acabando no Não, várias são as personalidades que dizem de sua justiça sobre o comportamento do primeiro-ministro português mais enxovalhado de sempre. Nunca, em semelhantes circunstâncias, um Chefe de Governo se manteve em funções após tão incessante campanha para o denegrir. Não compreendo porque motivo Sua Excelência o Presidente da República, ainda não fez o que lhe competia relativamente ao primeiro-ministro do seu país, tendo em conta as fortes suspeitas que sobre ele pairam. Será que tão longa espera só se justifica pelo facto de ainda não haver alternativa? Seja como for, não concordo que a situação se mantenha, quando todos são unânimes em considerar que a imagem a a credibilidade do país estão a ser fortemente prejudicadas com tudo o que se está a passar. Creio que o prazo de validade de Sócrates já está sobejamente ultrapassado e que, de certeza, outras alternativas existirão para o substituir, o que ainda não terá acontecido, ou porque ainda não encontraram melhor ou porque se calhar ninguém quer pegar no país no estado em que se encontra, o que é um erro, pois poderia justificar o aumento da austeridade inicial com que qualquer governo nos gosta de surpreender.

9 de fevereiro de 2010

Efeito Putin



Com tanta desconfiança e tanto desalento para com a classe política governante, Cavaco Silva salta para a ribalta, empunhando a bandeira da estabilidade e da bem-aventurança. Aparece como o paladino da democracia, num momento em que tantas vozes de levantam contra os atentados perpetrados contra a sua essência.
Cavaco personifica a salvação da pátria, o D. Sebastião dos desiludidos com o denso nevoeiro que paira sobre São Bento.
Será ele o timoneiro de que o país precisa?
Será para ele que o povo se vai virar em busca da tão ansiada estabilidade?
Estará Cavaco, tal como Putin,  a preparar-se para se suceder a si mesmo?
Se isso acontecer, só terá que agradecer à errática e titubeante política de Sócrates, se é que alguém pode agradecer a um político que não soube capitalizar a simpatia e o respeito dos portugueses.

30 de setembro de 2009

Nunca se sabe


Com um bocadinho de sorte, o Presidente da República ainda vai faltar à tomada de posse do Governo.

21 de setembro de 2009

Falsos profetas

Não consigo perceber e muito menos aceitar que perante tanta hipocrisia, tanta malícia, tanto perjúrio e tanta tentativa em fazer passar Sócrates como o bicho papão que só pretende prejudicar o país, o Povo português ainda pense que Manuela Ferreira é a melhor solução para o governar, quando a realidade nos mostra que a solução nunca poderá passar por ela pois não inspira qualquer credibilidade, perante as novidades que, em catadupa, têm chegado a público.

19 de setembro de 2009

A todo o custo




Ruidosamente tentam lançar farpas aos seus opositores. Desfazem-se em tentativas, muitas das vezes loucas e ocas, para denegrir o seu adversário, quer política quer pessoalmente. A obsessão com que actuam, leva a que os responsáveis em "fabricar" calúnias, esmiúcem a vida daqueles que pretendem fragilizar em busca de desvios que os possam descredibilizar perante o eleitorado. Esquecem-se porém que tal actuação prejudica não só os visados, como também aqueles cuja credibilidade é necessária ao funcionamento das instituições democráticas.

12 de setembro de 2009

Mais do mesmo

As sondagens valem o que valem mas, a julgar pela que foi hoje pulicada no semanário Expresso, nenhum dos (grandes) partidos portugueses consegue alcançar a tão desejada maioria absoluta. Perante tal realidade, contam-se espingardas para não haver dependências parlamentares o que, a julgar pelo cenário, será de todo impossível. Esfregam as mãos o B.E. e o P.P., ansiosos que estão para que cada um dos mais votados lhes bata à porta a "pedir batatinhas".
A democracia em Portugal funciona assim. A bipartidarização asfixiante, faz com que umas vezes se vire à direita e, outras vezes, se vire à esquerda, apesar de nenhum dos dois gostar de assumir que está mais encostado a um lado do que a outro. O Povo, esse, sai sempre prejudicado e assiste impávido a esta já normal dança de cadeiras onde, invariavelmente, se sentam os mesmos protagonistas.
Perante tão evidente cenário, adivinham-se grandes amuos e oportunos golpes palacianos na vida política portuguesa, com cada uma das facções a "puxar a brasa à sua sardinha" esquecendo, como sempre, os que mais necessitam de estabilidade política. Na boca de Marcelo, o governo que sair vencedor das legislativas não dura mais de dois anos, tal é a vulnerabilidade com que enfrentará os "golpes" da oposição. A ser assim, Cavaco Silva ver-se-á obrigado a dissolver o parlamento e a convocar novas eleições, na esperança de que algum dos "grandes" obtenha a maioria absoluta e que, dessa forma, alguma paz social paire sobre ao país real.

24 de agosto de 2009

acocorados


Sem qualquer proposta que seduza o eleitorado flutuante do nosso país, o centro-direita português aproveita o chumbo de Cavaco à nova lei das uniões de facto para embandeirar em arco, esperando que, com isso, as tendências de voto lhes sorriam. Como católico praticante que assume ser, e que é, não era de esperar que a legalização de uma união entre duas pessoas, com características diferentes daquelas que conhecemos, fosse promulgada, logo agora, sem o necessário consentimento popular.
Numa sociedade, onde o peso da religião ainda influencia muitas das decisões tomadas pelos representantes de um estado laico, nunca é de desprezar a influência que a sua parte mais conservadora indirectamente exerce sobre os seus seguidores no recato da cabine de voto.