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28 de abril de 2012

O capital contra o capitalista


Finalmente houve alguém que teve o bom senso de considerar saldada a dívida ao banco com a simples entrega da casa. Para o devedor é um alívio e para os bancos é uma dor de cabeça, o que não deixa de ser um castigo já que foram eles, com as sua tentadoras manobras de sedução, que nos colocaram a todos na situação financeira em que nos encontramos. Agora, se a decisão do juiz de Portalegre fizer jurisprudência, só restam aos bancos duas hipóteses: ou pagam para que lhes fiquem com as casas ou então aliviam o custo do dinheiro emprestado o que sempre compensará, tendo em conta a quantidade de habitações a estrear que ainda estão e estarão por vender.

7 de dezembro de 2010

Já contribuímos


O desafio lançado por Cantona a todos os clientes dos bancos, na tentativa de os convencer a retirarem o dinheiro que lá têm depositado apesar de, se resultar, ser bastante penalizadora para as instituições bancárias, não terá grande adesão por parte dos portugueses. Para nós, o levantamento de quantias que possam estar depositadas já ocorreu há largos meses pelo que, mais não nos resta do que aplaudirmos a iniciativa, sem podermos participar activamente nesse movimento.

19 de novembro de 2010

Terra de muito banco, terra de pouco dinheiro

O presidente do Fundo de Estabilização Financeira Europeu disse hoje numa entrevista ao diário francês Le Monde que os bancos portugueses são "muito sólidos" e que a situação nacional é "muito diferente" da irlandesa.

Pudera, com lucros de 4 milhões por dia, qualquer banco português faz boa figura perante todos os seus congéneres europeus. Preferível seria dizer, que os bancos portugueses, apesar de conseguirem 4 milhões de euros de lucros por dia, deles abdicaram para ajudarem a diminuir a dívida pública do Estado português, impedindo assim que os seus clientes, mais necessitados claro, fossem tão penalizados como foram, pelo aumento da carga fiscal, que inevitavelmente acabou por lhes cair em cima.

11 de fevereiro de 2010

O sexo do dinheiro


Enquanto Portugal mergulha numa (outra) crise de sucessão, alimentada pelos sucessivos embates políticos,  à procura de um destino incerto, os bancos, ou os donos dos bancos, continuam com a sua saga lucrativa. Aliviados pelo erário público, conseguiram ultrapassar a tormenta e agora apresentam lucros de fazer corar qualquer obcecado com a necessidade de baixar o déficit. A capacidade de recuperação demonstrada só prova que o dinheiro na mão de gestores (privados) pagos a peso de ouro, adquire capacidades multiplicativas, só comparáveis, na natureza, à pujança reprodutiva dos leporídeos.