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9 de fevereiro de 2012

Justiça Cega


A prova de que a busca (quase obsessiva) por justiça, também está sujeita a regras, está na suspensão de que foi alvo o implacável juiz Baltasar Garzón, símbolo no combate à corrupção, ao terrorismo e aos crimes das ditaduras latino americanas, que devolveu a esperança a centenas de famílias, cujos membros foram vítimas, entre outros, do despotismo de Franco e de Pinochet.

8 de abril de 2010

Pés de barro


Um dos juízes mais destemidos de sempre, corre o risco de, também ele, ser julgado e condenado, por alegadamente, ter actuado de forma ilegal nos casos das vítimas do franquismo.
É certo que contribuiu de forma bastante eficaz para demonstrar que não existe ninguém intocável, tendo ficado conhecido pela ordem de prisão que deu a Augusto Pinhochet, mas isso não bastou, nem tinha que bastar, para que a sua actuação estivesse acima de qualquer lei.
Esta situação faz-me lembrar uma outra que também ocorreu em Espanha durante os quatro governos do PSOE e que teve a ver com os Grupos Antiterroristas de Liberación. Também eles pretendiam por cobro à ameaça terrorista que continuava a pairar sobre Espanha e também eles, a dada altura, foram mais ou menos acusados de utilizarem na luta anti-terrorista, métodos idênticos aos dos terroristas.
Fico com a ideia de que várias têm sido as tentativas, por parte do Estado Espanhol, para dificultar cada vez mais a vida aos seus inimigos, actuais e passados, só que, se de início as coisas parecem andar a correr bem, nem por isso se mantêm assim até final. O excesso de poder com que as autoridades espanholas, parecem por vezes deter, leva-os a não resistirem à tentação de ultrapassarem os limites que eles próprios consideram inultrapassáveis.