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6 de novembro de 2010

Uma questão de decoro


A coragem de um homem poderá medir-se pela frontalidade com que encara os problemas e os resolve. Passos Coelho poderá muito bem ser aquele homem de coragem que o país necessita. Não creio que seja a solução para todos os problemas, mas concerteza que terá algumas soluções para encarar aqueles com os quais mais nos indignamos. Refiro-me concretamente aos que se relacionam com a responsabilidade de prestar contas quando se comprova que existiu negligência na aplicação dos recursos. É de capital importância que os que gerem os dinheiros públicos, tenham consciência de que se trata de um bem escasso e, por isso mesmo, tem que existir um controlo rigoroso na sua aplicação.
Não se admite, por exemplo, que uma obra adjudicada pelo Estado, sofra um agravamento de 60% e que simplesmente se pague a factura sem exigir o esclarecimento de tal derrapagem. Outro exemplo, são as chorudas indemnizações que saem dos cofres do Estado sempre que algum administrador é demitido das funções que ocupa, por ter sido negligente ou por ter sido extinto o lugar que antes ocupava. Outras haverá que nem sequer são divulgadas para não chocar o pobre contribuinte. Portanto, a necessidade de acabar com a impunidade dos detentores de cargos públicos, quando sobre eles recai a suspeita de terem gerido de forma danosa as verbas cuja aplicação são da sua responsabilidade, não será uma posição assim tão irreflectida, como dizem alguns, mas antes uma necessidade prioritária e uma questão de justiça social e moral, próprias do Estado de direito em que todos merecemos viver.

16 de abril de 2010

Com o mal dos outros

Eu até consigo aceitar que determinados cargos devem ser desempenhados por pessoas da confiança dos conselhos de administração das empresas que os contratam. Até posso admitir que existam indivíduos que, pelas suas capacidades, valham todo o seu peso em ouro. Mas, o que eu não consigo entender e tão pouco aceitar é que aqueles que mais dinheiro ganham, nos vários cargos que ocupam em diversas empresas, sejam os mesmos que, quando falam ao país, estão sempre a relembrar as injustiças sociais que afectam os mais carenciados e ainda por cima, com a lágrima no olho, a tentar fazer crer a quem os ouve, que têm ali alguém em quem podem confiar para lhes proporcionar um futuro mais risonho.