Mostrar mensagens com a etiqueta abstenção. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta abstenção. Mostrar todas as mensagens

24 de julho de 2012

Tentações


Passos Coelho mandou as eleições às urtigas. No fundo, ele sabe, como Ferreira Leite sabia, que só com as eleições suspensas é que consegue levar por diante e a todo o custo, as políticas necessárias à redução do défice. Só que esse tempo já lá vai e, felizmente, o Povo ainda tem a oportunidade de, nas urnas, afastar de vez esse fantasma.

4 de junho de 2011

Voto sentido


Amanhã o país vai de novo votos. É mais uma etapa da nossa democracia, sinal de que está de boa saúde e se vai revitalizando de cada vez que permite ao cidadão eleitor expressar a sua vontade através do voto.
Os partidos políticos instalados, desejam ter a maior percentagem possível, para assim se verem bem representados na Assembleia da Republica. Relativamente ao número de votos, que cada um reclama para si, só amanhã se vai saber, sendo que, pelo menos os militantes activos de cada uma das forças políticas, não vão alterar a sua tendência de voto, dando assim aos partidos alguma noção de quantos irão ter, antes de começarem as contagens oficiais dos resultados. Quanto aos outros, aqueles cuja decisão ainda não foi tomada e que pode baralhar todas as previsões, devem, a meu ver, decidir com um sentido de responsabilidade acrescido, pois o seu voto pode permitir dar aos que nunca governaram, a possibilidade de o fazerem e assim demonstrarem que, também eles, podem dar o seu contributo efectivo para minorar o efeito pernicioso das medidas que aqueles que nos governaram até agora, aceitaram sem pestanejar.

12 de março de 2011

Riscos de inocuidade


Sem dúvida que a manifestação de hoje à tarde, em 11 cidades do país, se saldou num enorme sucesso, daí estarem de parabéns os seus organizadores. Porém, não creio que o efeito desejado pelos manifestantes, se traduza numa qualquer alteração das políticas levadas a cabo pelo (des)governo de Sócrates, tão só, porque a grande parte dos que lá estiveram, ou nunca votaram, ou se o fizeram foi há tanto tempo, que já nem se lembram de quando aconteceu.
Esquecem-se, que em democracia, mais forte do que as manifestações, é a força do voto, e esse, temos que admitir, não tem sido muito utilizado para manifestar o descontentamento para com os políticos que nos têm governado nos últimos trinta anos, daí que eu tenha as minhas dúvidas acerca da utilidade da manifestação, o que se confirmará, se esse extraordinário espontâneo movimento, não se traduzir no abandono do abstencionismo, pois só assim conseguiremos mudar os políticos e as políticas.

12 de novembro de 2010

Mais óbvio é impossível


Se as eleições fossem hoje, o PSD ganharia ao PS, como um diferença de 5 pontos percentuais, segundo uma sondagem feita para o Expresso. É uma diferença esperada, tendo em conta o desempenho político do partido do Governo e, partindo do princípio que o eleitorado flutuante se situa ao centro de espectro político e, por isso mesmo, ora dá a vitória a um ora dá a vitória a outro. No fundo, é um baralhar para dar de novo, tendo em conta que o poder, desde o 25 de Abril de 1974, é sempre exercido pelos mesmos.
O que eu preferia que as sondagens mostrassem, era que a abstenção, finalmente, baixava para os 2 por cento do eleitorado e que os partidos do centro sairiam bastante penalizados por, durante cerca de 30 anos, se terem escusado a fazer de Portugal um país onde fosse agradável viver e onde governantes e governados, se esforçassem por serem responsáveis pelo seu desenvolvimento, sendo que aos primeiros caberia exercer o poder democraticamente alcançado, em benefício de todos portugueses.
Enquanto os que se abstêm, considerarem que, pelo facto de não votarem, estão a mostrar um cartão vermelho aos políticos, estão redondamente enganados, porque assim, só permitem que os tais que dizem querer penalizar, são aqueles que nunca de lá saíram, lá permaneçam. E porquê? Porque são os únicos com capacidade para manter um eleitorado fiel, mesmo sabendo que para que isso aconteça, se torna necessário, deixarem-se corromper, abusarem do poder e, na altura certa, darem aos boys os jobs, para que, pelo menos, nas famílias a que pertencem, terem o voto garantido. Perante isto, só me resta dizer que a abstenção, essa sim, é a melhor oposição, e melhor ainda seria se não existisse, pois permitiria que houvesse uma verdadeira mudança de política, e de políticos, em Portugal.