14 de outubro de 2015

Não percebo a indignação


Tenho um bastante respeito pela Assembleia da República e por todos os deputados eleitos para nela representarem a Nação, sejam eles sociais-democratas, socialistas, centristas, comunistas ou bloquistas. Estão lá porque tiveram quem os elegesse, porque se apresentaram eleições para serem eleitos e porque reuniam as condições necessárias para o serem. Por isso, da mesma forma que não vejo diferenças entre eles, também acho que não lhes pode estar vedada ou limitada a possibilidade de, em conjunto, ou separadamente, integrarem um governo, que se comprometa a ser estável, duradouro e respeitador dos compromisso assumidos. 
O que não aceito, é a forma como os deputados eleitos pelos partidos que mais votos obtiveram nas eleições, seja as do passado dia 04, seja de anos anteriores, olham para a possibilidade de existir uma maioria de deputados, com assento parlamentar, que decida votar de acordo com a suas convicções e com a liberdade que lhe é própria.
Convém lembrar, que o poder não é um feudo, onde só alguns (iluminados) podem entrar para o exercer. E também nunca é demais recordar que, aos olhos da Constituição, ninguém poder ser "privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual."

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