26 de maio de 2012

Wie wir arbeiten

Perante a necessidade de crescimento da UE, Merkel propôs aos Estados membros um modelo laboral semelhante ao alemão, especialmente aplicável àqueles que se encontram em situação mais vulnerável, o que iria traduzir-se, por exemplo, num reforço do poder negocial das partes interessadas e uma cada vez menor intervenção do Estado.
Ora, conhecendo nós o povo alemão, sabendo que são extremamente obedientes, frios, calculistas e trabalhadores, tenho algumas reservas acerca da eficácia daquele modelo na nossa economia, já que somos, salvo raríssimas exceções, exatamente o oposto. Contudo, não deixa de ser curioso que apesar das dificuldades impostas pelo mau comportamento das economias do sul, pejorativamente apelidadas de PIGS, que obrigaram a uma inflexão das apertadas regras impostas pela comissão europeia ao déficit dos países da União, estou em crer que, no fim de tudo, quem voltará a sair a ganhar desta toda esta instabilidade, será a Alemanha, já que conseguiu, uma vez mais, impor aos menos competitivos, o seu modelo de crescimento, o que não deixa de ser uma vitória.

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