21 de março de 2011

E se....


E se, afinal, Sócrates tivesse sido o melhor primeiro-ministro do Portugal democrático e se a sua crucificação na praça pública se tenha ficado a dever às inúmeras pressões, que os sectores mais enquistados da nossa sociedade começaram a exercer, sobre aqueles que detêm capacidade para "atrapalharem" a vida pública e privada de Sócrates?
E se, afinal, Sócrates foi o primeiro-ministro que mais lutou pelo sucesso dos pequenos e médios empresários, que mais contratos com o estrangeiro celebrou em prol da nossa economia?
E se, afinal, Sócrates foi o primeiro-ministro que mais contribuiu para que o peso do Estado diminuísse no dia-a-dia dos portugueses?
E se, afinal, Portugal for um país controlado por meia dúzia de grupos bem organizados, que alimentam com quadros a máquina partidária, e que tudo fazem para manterem incólumes os seus benefícios entretanto adquiridos à custa de negociatas pouco ou nada claras?
E se, afinal, aqueles que agora correm para o poder, empunhando a bandeira de salvadores da pátria, são os mesmos que contribuíram para alimentar a calúnia e a perfídia contra aquele que mais incomodou os que sempre julgaram estar acima de qualquer privação.

3 comentários:

Fusível Ativo disse...

e se, afinal, for muito mais fácil criticar do que estar no governo a tomar decisões que toda a gente critica independentemente de serem certas ou erradas?

António Luís disse...

Caramba!
Acreditas no que acabaste de escrever?!...
Mesmo com o "se"?...
Deixaste-me assustado!

Pedro Viseu disse...

Bom, já vi coisa piores mas não creio que o homem seja tão isento de culpa como quer fazer crer.