11 de outubro de 2010

É por essas e por outras

Como não poderia deixar de ser, os iluminados do Partido Comunista Português, criticaram a atribuição do Prémio Nobel da paz a um dissidente do regime chinês.
São expeditos os nossos compatriotas em se colocarem ao lado de quem eles pensam que defende os princípios do comunismo, tal como eles o defendem. Não interessa se essa indignação vem de um país onde, todos os dias, há várias décadas, são desrespeitados os mais básicos direitos humanos, tal como aconteceu no Tibete ou mais recentemente em Xinjiang, e sempre assim será quando alguém ousa exigir ou sequer sugerir, que sejam respeitados os direitos de autonomia ou de auto determinação dos povos que vivem em algumas das províncias que compõem aquele gigante asiático.
Espanta-me a rapidez com que os de cá aplaudem as atitudes dos de lá. Só estranho que, por exemplo, relativamente à proliferação das vulgarmente designadas "Lojas Chinesas", que em muito contribuíram para a destruição o nosso tecido empresarial, colocando no desemprego centenas de trabalhadores portugueses, não tenha havido por parte deles, sequer uma palavra de condenação, quanto mais não fosse, relativa ao horário de trabalho praticado nas mesmas, já para não falar na qualidade e no preço dos produtos que nelas são vendidos.

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