16 de fevereiro de 2010

Coelho de corrida

Com as sua declarações, Passos Coelho começou uma guerra de palavras com Alberto João. Ao dizer que dizer que não tem obrigação se ser sempre solidário com Jardim, está a piscar o olho aos descontentes da Madeira e do Continente, ou seja, está a capitalizar apoiantes. Muito sinceramente, a minha simpatia por Passos Coelho até aumentou quando li que o proto-candidato à liderança do PSD se demarcou do sorvedouro madeirense. Não é que eu ache que ser madeirense é uma grande vantagem. Muitas terá para quem lá vive e para quem lá vai, mas as assimetrias que existiam há vinte ou trinta anos, em nada se comparam às que vivemos atualmente. Se existem motivos para continuarmos a contribuir, então devemos ser solidários, mas se o montante das transferências de dinheiro para o arquipélago da Madeira está acima das reais necessidades dos madeirenses, então santa paciência, todos temos que contribuir para os esforço nacional e, nesse caso, todos devem ver diminuídas as verbas que anualmente lhes são atribuídas. Voltando a Passos Coelho, penso que é uma pessoa que até o PS gostava de ter como alternativa a Sócrates. Não porque seja de esquerda ou se encaixe nas necessidades preeminentes do partido de governo. A questão é que o homem, tal como José Sócrates, tem todas as condições para captar eleitorado do centro-esquerda e isso significa muito tanto para o PS como para o PSD, sobretudo para um país que necessita urgentemente de uma alternativa política e não se revê nas caras gastas e conhecidas dos outros candidatos à liderança do partido de São Caetano.

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